Queda nos votos em Salvador após apoio formal
O economista e analista político Pedro Menezes identificou que Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República em 2026, perdeu votos em Salvador entre o primeiro e o segundo turno, mesmo após receber o apoio de ACM Neto (União Brasil), que também foi derrotado na disputa pelo Governo da Bahia no primeiro turno.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 27,03% dos votos na capital baiana, índice que representou um avanço de 2,96 pontos percentuais em relação ao desempenho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando Jair alcançou 24,07% no primeiro turno e 29,27% no segundo turno em Salvador. O desempenho inicial de Flávio superou o registrado nas 19 zonas eleitorais da cidade analisadas por Menezes.
Recuo após apoio de ACM Neto e distribuição dos votos
Apesar do apoio oficial de ACM Neto, anunciado após o primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve um recuo para 26,76% dos votos em Salvador no segundo turno, queda de 0,27 ponto percentual. O analista observou que o candidato ficou abaixo do desempenho nas 19 zonas eleitorais analisadas, com queda registrada em 13 delas.
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A zona eleitoral com a maior redução foi a 17ª, que inclui bairros como Plataforma, Itacaranha e parte de Periperi, no Subúrbio. Ali, Flávio caiu de 25,84% para 24,81%, recuo de 1,03 ponto percentual. A menor queda ocorreu na 12ª zona, com redução de apenas 0,04 ponto, passando de 28,62% para 28,58%.
Flávio Bolsonaro cresceu em seis das 19 zonas eleitorais, concentrando avanços nas áreas de maior renda, como Pituba, Itaigara, Caminho das Árvores, Graça, Vitória, Barra e Ondina. O maior crescimento foi na 13ª zona, que inclui Pituba, Itaigara e Caminho das Árvores, onde o percentual subiu de 37,28% para 38,39%, aumento de 1,11 ponto percentual, correspondente a 2.657 votos.
Contexto político e consequências administrativas
O apoio de ACM Neto, principal liderança do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, teve participação ativa na campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno, incluindo comícios com o atual prefeito Bruno Reis. No entanto, o resultado indica que a aliança não foi suficiente para ampliar a base de votos na maioria das zonas eleitorais da capital baiana.
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O recuo nas zonas periféricas e de menor renda, contrastando com avanços nas áreas mais abastadas, sinaliza desafios para a estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro e aponta descompasso entre suas propostas e o eleitorado dessas regiões. A análise do desempenho por zona eleitoral oferece subsídios para futuras articulações políticas e ajustes de campanha.
O próximo movimento político deve considerar esses dados para articular apoios e ajustar posicionamentos, sobretudo diante da fragmentação do eleitorado em Salvador e do papel decisivo das lideranças regionais na consolidação de votos.
