Atraso nos ônibus e adesivos eleitorais
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), atribuiu o atraso na saída dos ônibus na capital baiana à remoção de adesivos eleitorais dos veículos nas garagens das concessionárias. Segundo ele, a retirada das propagandas de um candidato à Presidência atrasou a circulação dos coletivos nas primeiras horas deste domingo, durante o segundo turno das eleições. A maioria dos ônibus estava adesivada, o que levou as empresas a determinarem a retirada do material antes da liberação dos veículos.
Diante do risco de novos atrasos, a prefeitura autorizou a circulação dos ônibus mesmo com os adesivos, considerados irregulares pela administração municipal. Reis ressaltou que a retirada dos adesivos foi a principal causa do atraso na operação da frota.
Implicações institucionais e investigações
O prefeito também associou a colocação dos adesivos a integrantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários, embora ainda não seja possível identificar os responsáveis. Imagens de câmeras de segurança nas garagens poderão ajudar a esclarecer o caso. Reis mencionou a tradicional ligação do sindicato com o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, sem apresentar provas que vinculem a entidade ao episódio.
Bruno Reis afirmou que a frota foi normalizada por volta das 10h e que todos os veículos necessários estavam em circulação até as 10h30. Além disso, destacou que a oferta de ônibus foi ampliada diante das reclamações, superando a quantidade registrada em eleições anteriores.
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Fonte: noticiadesalvador.com.br
Extensão do horário de votação
Os problemas no transporte público não se limitaram a Salvador. Cidades como Lauro de Freitas e Feira de Santana também registraram dificuldades de deslocamento. Esses relatos motivaram a campanha de Lula a acionar a Justiça Eleitoral para solicitar a extensão do horário de votação.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o horário para recebimento dos votos fosse estendido até às 19h em todo o país, duas horas além do previsto inicialmente, considerando a gravidade dos fatos e a urgência da situação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será responsável por cumprir a determinação.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial, também pediu ao TSE a ampliação do horário, porém limitada a cinco estados: São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Decisão judicial e repercussão na Bahia
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), por meio de seu presidente Maurício Kertzman Szporer, determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. A medida surgiu após relatos de que cerca de 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens devido à adesivagem com o número de urna de Lula.
Além da prisão, o TRE-BA ordenou o restabelecimento imediato do transporte público municipal e fixou multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. A Polícia Civil foi encarregada de fiscalizar a medida, inclusive com o apoio de drones, e o caso foi encaminhado à Polícia Federal para investigação de eventuais crimes eleitorais.
Posicionamento da prefeitura
Bruno Reis classificou a determinação de prisão como desproporcional e defendeu o secretário Pablo Souza, destacando que ele não tem filiação partidária e estava em missão institucional na França relacionada à aquisição de ônibus elétricos. Segundo o prefeito, Souza deixou as determinações administrativas necessárias para a operação eleitoral antes da viagem.
O gestor negou que a administração municipal tenha orientado a redução da frota e atribuiu eventuais irregularidades às empresas concessionárias. No entanto, ressaltou que ainda não há comprovação dessas irregularidades por parte das companhias.
