Forró e literatura no centro da Bienal de São Paulo
O cantor e compositor baiano Del Feliz marcou presença na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, reforçando a força da cultura nordestina em um dos principais encontros literários da América Latina. Pela segunda vez, ele integrou a programação do evento, levando o ritmo do forró para o espaço Cordel e Repente, dedicado à literatura e à diversidade cultural brasileira.
Essa participação amplia o diálogo entre a música nordestina e outras manifestações artísticas, sobretudo a literatura de cordel. Em um ambiente que reúne escritores, editoras e leitores, Del Feliz ressaltou a importância de o forró ocupar novos espaços além dos palcos e das tradicionais festas juninas. “Estar na Bienal representando a Bahia e o forró é uma honra. É importante que a nossa música esteja nesses espaços, ao lado da literatura e do cordel. O Nordeste tem uma produção cultural muito rica e precisamos ampliar cada vez mais essa presença”, destacou o artista.
Espaço Cordel e Repente celebra 25 anos de cultura nordestina
O espaço onde Del Feliz se apresentou é organizado pela Editora IMEP, que completa 25 anos de atuação, e reúne representantes de diversos estados do Nordeste. Ali, a literatura de cordel, a música e a tradição oral ganham destaque, fortalecendo o vínculo entre essas expressões culturais e o público.
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Para o cantor, essa experiência reforça o papel do forró como parte essencial da identidade nordestina. A participação em uma feira literária permite conectar o ritmo com o cordel, a poesia e outras linguagens que compartilham narrativas e histórias da região.
Conexões culturais e agenda internacional
Durante o evento, Del Feliz teve a oportunidade de encontrar artistas e representantes da cultura baiana e nordestina, além de ampliar o alcance do forró para diferentes públicos. A dimensão nacional da Bienal favoreceu esse encontro e reforçou a importância da circulação cultural.
Após a passagem pela Bienal, o artista segue para Paris, na França, onde dará continuidade à sua agenda internacional, levando a música e a cultura do Nordeste para outros territórios. Essa trajetória evidencia o esforço de Del Feliz em promover a riqueza cultural nordestina no Brasil e no exterior, conectando tradições musicais e literárias em espaços diversos.
