Mobilização Estudantil em Prol de Melhorias na UFBA
Na última quarta-feira (13/05), estudantes do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (FACED-UFBA) realizaram uma ocupação para reivindicar melhorias na instituição. Entre as solicitações estão a reabertura do Auditório I da FACED, ampliação do horário de funcionamento do Restaurante Universitário e a disponibilização de transporte para o 43º Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia – ENEPe. Além disso, os alunos pedem a criação de mais turmas e componentes curriculares.
Esse movimento não está isolado, uma vez que outras mobilizações estão sendo organizadas em diversas unidades da UFBA. Um exemplo é o “Fórum de São Lázaro”, que ocorrerá na próxima quinta-feira (14/05) na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA. O evento reunirá estudantes de todos os cursos do campus para discutir a crise no Restaurante Universitário e os problemas enfrentados com o sistema SIGAA.
Os estudantes envolvidos na ocupação afirmam que a iniciativa surgiu em resposta às recorrentes queixas sobre as condições acadêmicas e estruturais da universidade. “A migração para o SIGAA tem sido um verdadeiro pesadelo para mim e para muitos dos meus colegas. Eu sou uma provável concluinte, mas perdi completamente o lugar que antes era garantido na matrícula”, desabafou Ariane, estudante de Ciências Sociais, em uma entrevista ao AND. Segundo ela, a nova prioridade do sistema prejudica alunos que estão prestes a se formar.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
Ariane também ressaltou que, com a implementação do SIGAA, o segundo semestre consecutivo está sendo atípico, com quedas frequentes do sistema e erros nas listas de matrícula. “A posição da universidade me decepciona, apesar de não me surpreender. A impressão que tenho é que a direção joga o problema de um lado para o outro, enquanto nós, estudantes, ficamos sem respostas concretas”, acrescentou.
Sobre as expectativas para mobilização, a estudante se mostrou determinada e confiante. “O Centro Acadêmico de Ciências Sociais está atuando fortemente junto aos alunos no Fórum de São Lázaro. Esse espaço é fundamental para alinhar as pautas estudantis e pensar em ações coletivas”, disse. De acordo com Ariane, o Fórum poderá convocar manifestações nos próximos dias, pois o problema do SIGAA já afeta a maioria dos estudantes, semelhante ao que ocorreu com a ocupação da Escola de Belas Artes (EBA).
Ocupação na Escola de Belas Artes: Um Sintoma de Crise
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Fonte: amapainforma.com.br
A mobilização na EBA foi o ponto central da agitação estudantil na UFBA. Ao contrário da Faculdade de Educação, onde as queixas estão mais voltadas para os problemas de infraestrutura e acadêmicos, a ocupação na EBA teve início após o desabamento de uma mesa, evidenciando as condições precárias da escola. Em um manifesto divulgado através do Instagram do movimento “Ocupa EBA”, os alunos relataram que, no dia 16 de abril, uma mesa desabou devido à falta de estrutura, desencadeando um protesto.
No manifesto, os discentes expressaram insatisfação com a administração após o encerramento das matrículas extraordinárias e destacaram a necessidade de uma mobilização coletiva. As demandas incluem a melhoria da infraestrutura, o andamento dos processos da comissão de obras e um aprimoramento da comunicação entre a direção e os estudantes.
A ocupação da EBA ocorreu entre os dias 22 de abril e 8 de maio, com diversas atividades como manifestações, aulas públicas e assembleias. Um dos momentos mais significativos aconteceu em 30 de abril, quando os estudantes realizaram uma grande manifestação nas ruas de Salvador, culminando em um ato na Reitoria da UFBA. Durante a intervenção, os estudantes realizaram uma encenação simbólica para representar o “velório” da universidade diante da crise.
Os manifestantes exibiram faixas com mensagens como “Contra o sucateamento da EBA e da UFBA: rebelar-se é justo!” e entoaram gritos de ordem como “só a luta radical muda a situação: greve geral de ocupação!”. A indignação aumentou quando um estudante registrou que um membro do Diretório Central dos Estudantes estaria jogando durante a reunião do Conselho Universitário, gerando revolta entre os demais presentes.
Após o término da ocupação, os alunos se organizaram para realizar ações de limpeza e melhorias nos espaços da Escola de Belas Artes. A mobilização estudantil, que se intensifica em várias instituições pelo Brasil, é um reflexo da luta por melhorias na educação, que abrange desde professores do ensino básico até técnicos e docentes universitários. Assim, a movimentação na UFBA se insere em um contexto mais amplo de reivindicações e resistência por parte da comunidade acadêmica.
