Grupo de Dança da UFBA apresenta ancestralidade negra na China
O Grupo de Dança Contemporânea (GDC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) embarcou para a China pela primeira vez em seus 61 anos de história. Com o patrocínio e apoio da BYD, a delegação baiana vai percorrer três cidades chinesas para mostrar o espetáculo “Ancestralidade em Movimento” e promover intercâmbios culturais que envolvem dança, percussão e palestras.
Programação cultural e intercâmbio em três cidades
A agenda começa em Xangai, nos dias 29 e 30 de outubro, com oficinas de dança negra, palestra sobre a Escola de Dança da UFBA e apresentação do espetáculo. Em Wuhan, de 3 a 5 de novembro, o grupo realizará oficinas, palestras e shows, incluindo a participação de estudantes chineses no palco, numa vivência prática da cultura afro-brasileira. A última etapa acontece em Yichang, nos dias 7 e 8 de novembro, com atividades étnico-culturais e visitas a pontos turísticos locais.
Origem e importância do espetáculo
“Ancestralidade em Movimento” foi idealizado pela professora e coreógrafa Edileuza Santos. O trabalho resulta de pesquisas sobre a ancestralidade negra, as matrizes africanas presentes na Bahia e a relação entre corpo, memória e musicalidade. Em 2025, o espetáculo recebeu o 9º Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras, na categoria Corpo Adereço.
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Impacto cultural e apoio da BYD
A comitiva, formada por 17 pessoas entre bailarinos, músicos, equipe técnica e direção, partiu em 26 de outubro e retorna em 10 de novembro. Para a BYD, o patrocínio fortalece os laços culturais entre Brasil e China. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da empresa no Brasil, destaca que a experiência contribui para a formação artística e pessoal dos participantes. Tyler Li, presidente da BYD do Brasil, ressalta a relevância da troca cultural e a aproximação das tradições brasileiras e chinesas por meio da arte.
Significado para o grupo e cenário cultural baiano
Para Edileuza Santos, a viagem vai além da formação acadêmica, oferecendo aos estudantes a chance de vivenciar outra cultura e compartilhar a riqueza da cultura afro-brasileira com o público chinês. Essa turnê do GDC da UFBA é a segunda iniciativa de um grupo baiano na China em 2026. Em maio, a Orquestra Neojiba, dirigida por Ricardo Castro, percorreu quatro cidades chinesas com cerca de 100 jovens músicos, levando a produção musical da Bahia à Ásia.
