Economia do Mar como motor de desenvolvimento na Bahia
Com mais de 1,1 mil quilômetros de litoral, a Bahia encontra no mar uma frente estratégica para impulsionar negócios e fomentar o desenvolvimento sustentável. Essa importância foi o foco da edição mais recente da Sexta da Construção, promovida pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), que aconteceu na última sexta-feira, 18, na sede da entidade.
O encontro, intitulado “Economia do Mar: vetor para desenvolvimento do Estado”, reuniu especialistas e autoridades, incluindo a secretária Municipal do Mar, Duda Lomanto; o economista e administrador Eduardo Athayde; e José Raimundo Zacarias, mestre em Administração e especialista no setor náutico.
Secretaria do Mar e governança para atrair investimentos
Duda Lomanto destacou o papel fundamental da Secretaria do Mar para organizar as ações do setor e ampliar a capacidade de atração de investimentos. Segundo ela, a criação dessa estrutura oferece governança e direcionamento para uma agenda estratégica da cidade de Salvador. “Ao integrar diferentes temas ligados à Economia do Mar, conseguimos gerar mais segurança para investidores, estimular negócios sustentáveis e formular políticas públicas mais eficazes. Nosso desafio é transformar o potencial do litoral em desenvolvimento, inovação e oportunidades para a cidade.”
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Debates sobre sustentabilidade e empreendedorismo marítimo
A programação da Sexta da Construção foi estruturada em painéis que abordaram as diversas possibilidades de crescimento econômico por meio dos recursos e atividades ligadas ao litoral. Temas como “Salvador e a Economia do Mar”, “Como Empreender com Sustentabilidade” e “Economia Náutica: oportunidades para novos empreendimentos” foram debatidos, reunindo visões sobre o empreendedorismo sustentável e o surgimento de novos negócios na economia marítima.
Integração entre arte e engenharia no evento
Além das discussões econômicas, o evento contou com uma exposição do engenheiro civil e artista Durval Olivieri. Suas pinturas abordam diferentes temas, como naturezas-mortas, ipês, paisagens marinhas e composições abstratas, estabelecendo uma ponte entre a engenharia e a arte. Olivieri ressalta que a produção artística para ele é uma forma de expressão e experimentação, mostrando que profissionais da engenharia também podem explorar outras formas criativas além da técnica. “Os engenheiros também produzem arte”, afirmou.
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