Salvador na Mira da Crítica por Gestão da Saúde
A vereadora Marta Rodrigues (PT) não poupou críticas à atual administração municipal nesta quinta-feira, ao destacar a crise da saúde pública em Salvador. Segundo ela, a posição da capital baiana entre as piores do país em qualidade de vida, conforme o levantamento do IPS Brasil 2026, desmonta a narrativa de “excelência administrativa” promovida pelo grupo político liderado por ACM Neto e Bruno Reis.
Marta aponta o abandono dos serviços essenciais, especialmente na saúde pública, como um direito constitucional fundamental que está sendo negligenciado. “O grande engodo construído pela prefeitura por meio da propaganda oficial não resiste à realidade enfrentada pela população”, afirmou a parlamentar.
Indicadores Sociais Reforçam Precarização
De acordo com o IPS Brasil 2026, Salvador ocupa a 24ª posição entre as 27 capitais brasileiras em qualidade de vida, ficando entre as quatro piores. O estudo avalia 5.570 municípios brasileiros por meio de 57 indicadores sociais e ambientais, destacando que a cidade apresentou 62,18 pontos, abaixo da média nacional.
O desempenho negativo está concentrado em Necessidades Humanas Básicas, como cuidados médicos, saneamento, moradia e acesso a serviços essenciais. “A população de baixa renda é a mais afetada pela negligência das gestões de ACM Neto e Bruno Reis, refletida na precarização dos serviços de saúde”, ressaltou Marta.
Problemas Concretos no Atendimento Público
Nos postos de saúde da família, a falta de médicos para atendimento básico é uma realidade constante, enquanto nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) faltam exames para completar os procedimentos necessários. “Mulheres gestantes, mães de crianças pequenas e idosos enfrentam filas enormes e unidades sobrecarregadas, com profissionais insuficientes para atender à demanda diária”, explicou a vereadora.
Para Marta Rodrigues, a crise da saúde pública municipal é resultado direto do modelo de gestão adotado pelo grupo político carlista. “A saúde nunca foi prioridade real. Enquanto os 12 multicentros de saúde prometidos por ACM Neto não saem do papel, a prefeitura investe milhões em eventos e shows”, criticou.
Desigualdade e Prioridades Distintas
A vereadora também chamou atenção para o contraste entre as ações nas regiões nobres e a negligência nas áreas mais vulneráveis. “Máquinas trabalham para reinaugurar praças em bairros valorizados, enquanto as periferias continuam abandonadas e sem acesso adequado a cuidados”, disse Marta.
Ela ainda comparou a política de saúde da prefeitura com os investimentos realizados pelos governos do PT na Bahia. “Enquanto o estado ampliou hospitais, policlínicas e a capacidade de atendimento, Salvador enfrenta superlotação, escassez de profissionais e serviços básicos deteriorados. Isso evidencia quem realmente prioriza a saúde pública e quem governa para a propaganda”, concluiu.
Impacto Direto na Vida da População
Os dados do IPS reforçam a percepção que a vereadora relata sobre o dia a dia da população nos bairros populares. “Existe uma Salvador idealizada pela publicidade institucional e uma Salvador real, marcada por postos de saúde sem médicos, filas intermináveis, falta de exames e saneamento precário”, finalizou Marta Rodrigues, destacando o sofrimento constante das pessoas que dependem do SUS na capital baiana.
