Iniciativa Transformadora em Ação
No dia 24 de abril de 2026, o programa Bahia pela Paz destacou-se ao evidenciar os resultados significativos de suas ações na vida de jovens em vulnerabilidade social. O caso do artista Ítalo Andrade, de 30 anos, morador do Subúrbio Ferroviário de Salvador, ilustra a eficácia desta política pública. Com o apoio do coletivo instalado em Paripe, ele conseguiu ingressar no curso de Letras da Universidade Federal da Bahia, superando uma série de desafios na sua trajetória social e pessoal.
Apoio Social e Educacional como Vetor de Transformação
A história de Ítalo Andrade, também conhecido como Oxóssi de la Rua, está intrinsicamente ligada ao suporte proporcionado pelo programa Bahia pela Paz. Há cerca de um ano, ele começou a frequentar o coletivo buscando acolhimento psicológico e acesso à internet, recursos que se mostraram fundamentais para sua preparação acadêmica.
Segundo relatos do estudante, o ambiente criado pelo projeto foi essencial para manter a disciplina e o foco necessários à sua aprovação. A sensação de pertencimento e o apoio emocional foram destacados como fatores críticos para a superação de barreiras históricas que muitos jovens das periferias enfrentam.
Mais do que o suporte individual, o programa promove um ambiente coletivo que valoriza a identidade cultural e social dos participantes. Para Ítalo, essa conquista simboliza a importância das políticas públicas voltadas à inclusão educacional e ao fortalecimento da autoestima entre os jovens.
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Estrutura e Alcance do Programa na Bahia
O Bahia pela Paz faz parte da estratégia do Governo da Bahia para a prevenção da violência, adotando uma abordagem multidimensional que combina assistência social, cultura, esporte e formação profissional.
Atualmente, a iniciativa conta com 12 unidades operacionais, localizadas em Salvador, na Região Metropolitana e em várias cidades do interior do estado. Na capital, bairros como Águas Claras, Liberdade, Paripe e São Caetano concentram um número significativo de atendimentos, enquanto cidades como Feira de Santana ampliam o alcance dessa política pública.
Conforme dados do programa, já foram realizados mais de 20 mil atendimentos, que incluem:
- Acompanhamento psicológico
- Acesso a recursos educacionais
- Oficinas culturais e esportivas
- Capacitação profissional
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Além das unidades já consolidadas, seis coletivos foram implantados em outubro de 2025 e estão em fase inicial, focando na escuta comunitária e no mapeamento das demandas locais.
Uma Política Pública Estruturada Focada na juventude
O programa, que foi instituído no Plano Plurianual (PPA) 2024–2027, prioriza a faixa etária de 12 a 29 anos, grupo considerado mais vulnerável à violência urbana e ao contexto social desfavorável.
Com base em diretrizes que promovem direitos e combatem desigualdades, o programa enfoca o enfrentamento do racismo estrutural. A atuação integrada visa não apenas a redução dos índices de violência, mas também a ampliação das oportunidades de crescimento social.
Simultaneamente, o governo estadual, liderado por Jerônimo Rodrigues, investe em inteligência policial, tecnologia e formação em direitos humanos para as forças de segurança, criando uma estratégia que harmoniza a prevenção social com uma atuação repressiva qualificada.
Perspectiva Comunitária e Protagonismo Juvenil
Os profissionais envolvidos no programa ressaltam que a metodologia utilizada prioriza o protagonismo dos jovens, estimulando sua participação ativa na construção de soluções para suas comunidades.
A psicóloga Elilma Lopes, parte da equipe do projeto, destaca que o modelo se fundamenta na escuta qualificada e na valorização das experiências individuais. Essa abordagem permite que os participantes contribuam ativamente na redefinição de suas trajetórias, ampliando suas perspectivas em contextos historicamente marcados pela exclusão.
Neste cenário, histórias como a de Ítalo Andrade não representam apenas conquistas individuais, mas também se tornam indicadores do potencial transformador das políticas públicas bem estruturadas.
