Estrutura inovadora transforma o esporte olímpico baiano
A Bahia se prepara para uma transformação significativa no esporte olímpico com a construção da Arena Salvador, um complexo multiuso que será erguido na Avenida Otávio Mangabeira, na Boca do Rio. Com investimento de cerca de R$ 120 milhões, as obras estão na reta final, com entrega prevista para 2027. A arena trará avanços tecnológicos inéditos para o esporte local, posicionando o estado em destaque no cenário nacional.
Um dos principais atrativos da Arena Salvador é sua arquibancada retrátil e móvel, equipada com 2.196 assentos, incluindo 26 especialmente projetados para pessoas com obesidade, além de assentos convencionais que possuem dispositivos de segurança. A tecnologia empregada, importada da China, é inédita no Brasil, reforçando o caráter pioneiro do empreendimento na Bahia.
Impactos e desafios para o esporte olímpico na Bahia
Sergio Schildt, presidente da Recoma — empresa responsável pela instalação da arquibancada —, destacou em entrevista que a chegada da arena coloca a Bahia no mapa da infraestrutura esportiva olímpica do país. “Sem dúvidas, a Bahia entraria no mapa de infraestrutura do esporte olímpico brasileiro”, afirmou.
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Porém, Schildt ressalta que a construção da Arena Salvador não resolve sozinha as deficiências estruturais do estado. Ele aponta que políticas públicas e investimentos contínuos são essenciais, especialmente para modalidades como boxe e atletismo, que precisam de maior suporte para crescer localmente.
Detalhes da arquibancada retrátil e custos de manutenção
O funcionamento da arquibancada móvel é eletrônico, levando aproximadamente cinco minutos para concluir o deslocamento. A operação é simples e pode ser realizada por uma única pessoa, que monitora o sistema para evitar obstáculos durante o movimento dos módulos. As tribunas são divididas em quatro partes móveis, que podem ser rearranjadas conforme a necessidade do evento, facilitadas por paleteiras.
O investimento dedicado somente à arquibancada retrátil é próximo de R$ 6 milhões, compondo o total de R$ 120 milhões do complexo. A manutenção anual da estrutura tem custo estimado entre 1% e 2% do valor da arquibancada, o que pode chegar a R$ 120 mil, dependendo da frequência de uso.
Comparação com a Arena Carioca dos Jogos Olímpicos Rio 2016
A mesma empresa responsável pela arquibancada da Arena Carioca, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, está à frente da instalação na Arena Salvador. De acordo com Sergio Schildt, a estrutura da Bahia é mais avançada, pois além de ser retrátil, possui módulos móveis que podem ser removidos e reorganizados — uma inovação que não existia na Arena Carioca, onde a arquibancada é apenas retrátil.
Apesar das inovações, a entrega da Arena Salvador pode enfrentar desafios relacionados à importação da tecnologia, como atrasos provocados por greves nos portos, conflitos internacionais, condições climáticas adversas e paralisações da Receita Federal. Esses fatores podem impactar o cronograma previsto para 2027.
Com a Arena Salvador, a Bahia avança na modernização do esporte olímpico, oferecendo uma infraestrutura flexível e atualizada para diversas modalidades. Essa conquista beneficia diretamente atletas e torcedores, além de ampliar as possibilidades para receber eventos esportivos de grande porte na região.
