Vitória que quebrou sequência e reforçou confiança
O Bahia finalmente encerrou um ciclo de cinco empates no Campeonato Brasileiro ao superar o Vitória por 2 a 0, no Barradão, em um clássico decisivo pela 24ª rodada. Rogério Ceni, técnico do Esquadrão, não poupou elogios à postura da equipe tricolor durante a partida e destacou que esse comportamento precisa ser mantido até o fim da competição.
Os gols foram marcados por Alejo Véliz e Jean Lucas, que garantiram o triunfo em um jogo disputado. Na entrevista após o duelo, Ceni avaliou que o Bahia criou chances para ampliar ainda mais o placar.
Ceni analisa desempenho e busca padrão de jogo
“Acredito que poderíamos ter feito o 2 a 0 mais cedo, criamos para isso, mas a dificuldade em converter gols tem sido uma constante. Poderíamos ter ampliado e até feito o terceiro”, comentou o treinador, que ressaltou a evolução da equipe em relação às partidas anteriores, principalmente no controle do jogo e na entrega dos atletas.
Ele ainda lembrou que a equipe tem apresentado bons jogos, como contra Corinthians e Atlético Mineiro, e reforçou a importância de manter esse nível até o fim do Brasileirão. “Se eles conseguiram essa entrega aqui hoje, devemos levar isso para as próximas rodadas”, afirmou.
Controle do jogo e condições adversas
Ceni destacou que o Bahia conseguiu dominar a maior parte do clássico, mesmo reconhecendo que manter a superioridade durante os 90 minutos é uma tarefa difícil para qualquer equipe, especialmente diante das condições do gramado do Barradão, que dificultou o jogo com a bola no chão.
“Tivemos cerca de 85 a 90% do domínio do jogo, merecíamos um placar mais elástico”, concluiu o técnico, que também comentou sobre a preparação da equipe para o confronto direto.
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Kike Olivera retoma espaço e justifica titularidade
Uma das surpresas na escalação inicial foi a presença do atacante Kike Olivera, que vinha treinando à parte devido a possíveis negociações. Ceni explicou que a decisão de colocá-lo entre os titulares se baseou no bom desempenho do uruguaio durante a semana de treinos.
“O jogador tem direito de pensar em propostas que surgem, mas o clube não paga salário para que ele fique parado. Kike treinou bem e mereceu a chance. Fez um trabalho tático importante e teve boa atuação”, ponderou o treinador.
Alejo Véliz e a adaptação ao clima do clássico
O argentino Alejo Véliz, autor do primeiro gol, foi outro destaque citado por Ceni. Segundo o técnico, o centroavante se adaptou rapidamente ao modelo de jogo e ao ambiente de pressão que envolve um Ba-Vi no Barradão.
“Ele é um competidor que se sente confortável nesse tipo de partida, ajudando muito a equipe com intensidade e entrega. O gol de pênalti contra a Chapecoense talvez tenha sido um ponto de virada para a boa atuação de hoje”, avaliou.
Momento de risco e avaliação do clássico
Apesar do controle da partida, Ceni apontou um momento de desatenção que quase mudou o rumo do jogo. No fim do primeiro tempo, Renê saiu cara a cara com o goleiro Ronaldo, mas não aproveitou a oportunidade.
“Esse foi o grande erro do Bahia no jogo e a maior chance do Vitória”, afirmou o treinador, que valorizou a concentração da equipe para evitar surpresas.
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Ceni rebate comparações financeiras entre Bahia e Vitória
O técnico também se posicionou sobre as narrativas que colocam o Bahia como o “time do milhão” e o Vitória como o “time do tostão”, uma comparação frequente na imprensa. Ceni rechaçou essa visão, afirmando que a diferença salarial não é tão grande quanto se propaga.
“Temos cerca de 10% a 20% a mais na folha, mas essa narrativa foi comprada. Entendo que o grupo City não se expõe muito, e as críticas acabam recaiando sobre o treinador”, explicou.
Ele reforçou a importância do processo de construção do elenco e a busca por regularidade, lembrando que o Bahia não tem sido um dos clubes que mais investem, mas mantém uma sequência de participações em Libertadores.
Próximos desafios e conexão com a torcida
Após a vitória no clássico, Ceni já projeta o encontro com o Internacional, pela 25ª rodada do Brasileirão, que será disputado na Fonte Nova. Para ele, essa partida pode servir como um momento de reconexão entre time e torcida.
“Não é comum um treinador permanecer quase três anos no mesmo clube. Espero que o torcedor compareça no domingo e que esse jogo seja um ponto de reencontro”, concluiu.
O Bahia enfrenta o Internacional no próximo domingo (30), às 19h30, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, buscando manter a boa sequência no campeonato e se aproximar das primeiras colocações.
