Trump enfrentou vaias no Madison Square Garden
Durante a final da NBA entre New York Knicks e San Antonio Spurs, realizada em Nova York, a presença do ex-presidente Donald Trump se destacou não pelo apoio, mas por vaias da torcida local. O episódio aconteceu no momento em que o hino nacional dos Estados Unidos era executado e a imagem de Trump apareceu no telão, provocando reações negativas da maior parte do público presente.
O jogo, que terminou com a vitória do San Antonio Spurs, teve um clima tenso nas arquibancadas, sobretudo por conta das medidas de segurança reforçadas para a ocasião. Trump foi o primeiro presidente norte-americano em exercício a assistir a uma partida da final da NBA, fato que motivou o aumento da vigilância e a instalação de barreiras ao redor do Madison Square Garden, semelhante às usadas em grandes eventos como a celebração de Ano Novo no Times Square.
Impacto das medidas de segurança para os torcedores
A presença do ex-presidente gerou transtornos para os fãs dos Knicks que compareceram ao ginásio. Para acessar o local, os torcedores precisaram passar por extensos perímetros de segurança, enfrentar longas filas e cumprir rigorosos protocolos de revista, incluindo o uso de detectores de metal similares aos da Administração de Segurança de Transporte (TSA).
Além disso, a Polícia de Nova York e o Serviço Secreto restringiram o tráfego de pedestres e veículos nas imediações da arena. Os torcedores foram orientados a chegar ao local com pelo menos duas horas de antecedência para que pudessem passar por todos os pontos de verificação.
Cancelamento de festa e restrições adicionais
Outro efeito direto da visita de Trump foi o cancelamento da tradicional festa realizada do lado de fora do Madison Square Garden para assistir aos jogos. Essa festa, que acompanhava a campanha histórica dos Knicks nos playoffs — com 13 vitórias consecutivas e a possibilidade de conquistar o título da NBA pela primeira vez desde 1973 —, foi transferida para o Bryant Park, fora do perímetro de segurança.
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Além disso, houve uma política de proibição de bolsas para os portadores de ingresso, impactando a experiência dos torcedores que buscavam acompanhar as partidas de perto.
Em coletiva de imprensa, a Comissária de Polícia Jessica Tisch explicou que a decisão foi tomada em conjunto com o Serviço Secreto para garantir a segurança durante a visita presidencial. Ela também destacou a expectativa de que as festas voltem a ocorrer normalmente a partir do próximo jogo.
Presença do prefeito e contexto político
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, esteve presente no jogo e optou por acompanhar a partida numa cadeira comum, misturado à torcida, em contraste com os protocolos de segurança reservados à comitiva presidencial. Mamdani é conhecido por sua posição política oposta a Trump e comprou seu ingresso por cerca de US$ 1.000, para assistir em um espaço com vista de pé, conforme relatado.
Recorde de preços e dificuldades para os torcedores
Além da segurança reforçada, os valores dos ingressos para o Madison Square Garden também foram um desafio para os fãs. Os preços ultrapassaram facilmente os US$ 5.000, valor superior ao aluguel médio mensal em Nova York. Os assentos mais valorizados custaram dezenas de milhares de dólares, afastando parte da torcida que precisou recorrer a bares e festas pela cidade para acompanhar o jogo.
Mesmo com esses obstáculos, a paixão dos nova-iorquinos pelo Knicks foi evidente. O armador do time, Jose Alvarado, ressaltou a garra da torcida na cidade: “Somos nova-iorquinos. Vamos dar um jeito de assistir ao jogo, e é isso que estamos fazendo.”
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Histórico de eventos esportivos com Trump
Durante o mandato presidencial, Trump já havia causado transtornos em eventos esportivos devido ao aparato de segurança. No Aberto dos Estados Unidos de tênis, por exemplo, milhares de fãs perderam o início da final masculina entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner em razão das revistas extras e bloqueios para garantir a proteção do presidente, que assistia de um camarote.
Na NBA, o pivô dos Knicks, Mitchell Robinson, comentou sobre a presença de Trump: “Legal, eu acho. Ainda podemos entrar em quadra e jogar, independentemente de quem estiver aqui ou não.”
Desdobramentos e próximos passos
O impacto da visita presidencial na final da NBA evidenciou como figuras políticas podem influenciar o ambiente esportivo e a experiência dos torcedores. Com o Knicks buscando o título histórico, a expectativa se volta para o próximo jogo, que promete retorno à normalidade nas festas e menor interferência nas rotinas dos fãs.
Afinal, o desempenho dentro da quadra segue sendo o principal foco para a equipe nova-iorquina, que luta para encerrar um jejum de cinco décadas sem o título da NBA.
