Transformação política na Bahia: um legado do PT
A partir da eleição de Jaques Wagner em 2007, a Bahia passou a experimentar um novo modelo de governança que se estende pelas gestões de Rui Costa e do atual governador Jerônimo Rodrigues. Essa mudança representa uma das contribuições mais significativas e duradouras do PT para a história política e social do estado. Éden Valadares, secretário Nacional de Comunicação do PT e ex-presidente do PT Bahia, destaca que essa transformação vai além das obras físicas e indicadores econômicos, alcançando a própria dinâmica institucional da Bahia.
Uma cultura política renovada e o fim do mandonismo
Segundo Éden, a construção de uma nova cultura política é talvez o maior patrimônio conquistado pelo grupo petista na Bahia. Ele ressalta que o estado era marcado por práticas de mandonismo e clientelismo, uma lógica autoritária que remetia ao período conhecido como carlismo, onde se acreditava que a Bahia tinha um único dono que comandava e exigia obediência. Essa cultura política arcaica foi alvo de ruptura e superação com o novo ciclo iniciado em 2007.
ACM Neto e a continuidade dos antigos métodos
Ao analisar a oposição política, Éden critica a postura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que, segundo ele, mantém os métodos autoritários do passado sob uma aparência de modernidade. Para o dirigente, ACM Neto carrega no DNA político a tentativa de resgatar um projeto baseado na centralização do poder, favorecimento exclusivo de aliados e desconsideração das demandas populares. Essa postura contrasta com a renovação democrática promovida pelos governos petistas na Bahia.
Duas eras distintas: inclusão social versus políticas do passado
O ex-presidente do PT Bahia destaca que o ciclo político iniciado em 2007 marcou um divisor de águas na superação das práticas da oligarquia local. Os governos de Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues abriram espaço para uma agenda focada na integração regional, justiça social e igualdade de oportunidades. Essa ruptura com o mandonismo permitiu que o Estado atendesse a todos os municípios de forma igualitária, independentemente de filiações partidárias.
“Uma Bahia para todos e todas. Uma Bahia que não esquece nenhum dos seus filhos e que mira na inclusão social, na justiça social como forma de desenvolvimento, de crescimento, de prosperidade para as famílias baianas”, conclui Éden.
Circulação e acesso à política renovada
Essa nova cultura política, construída ao longo dos últimos anos, reflete um esforço contínuo para estabelecer um diálogo aberto com a sociedade civil, respeitando a diversidade de opiniões e fortalecendo as instituições democráticas do estado. A agenda cultural e política que emerge desse processo busca garantir maior participação popular e transparência na gestão pública, ampliando o acesso da população às decisões que impactam seu cotidiano.
