Economia Criativa em Salvador ganha impulso com parcerias estratégicas
Salvador (BA) sediou, nos dias 4 e 5 de setembro, o Seminário de Economia Criativa na Bahia, realizado no espaço cultural Casa Rosa. Promovido pelo Sebrae em conjunto com o Ministério da Cultura (MinC), o encontro reuniu gestores públicos, instituições de ensino, representantes do setor produtivo, artistas e pesquisadores para discutir o papel da criatividade como motor de transformação social e desenvolvimento econômico.
O setor criativo no Brasil envolve cerca de 110 mil micro e pequenos empreendimentos e movimenta aproximadamente R$ 400 bilhões por ano. Na Bahia, o segmento gera uma movimentação próxima a R$ 14 bilhões, o que equivale a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Esses dados evidenciam a relevância econômica da área para a geração de renda e empregos.
Capacitação e inovação como pilares para o crescimento
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae Nacional, destacou a importância do apoio aos pequenos negócios do setor criativo. Segundo ele, o Sebrae tem o compromisso de fomentar o empreendedorismo por meio da capacitação, do incentivo à inovação e do fortalecimento do setor, o que resulta em mais renda, cidadania e oportunidades de trabalho para a população.
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Para Margareth Menezes, ministra da Cultura, a parceria entre o MinC e o Sebrae é fundamental para ampliar a geração de emprego e renda. Ela ressaltou que discutir a economia criativa na Bahia é estratégico, pois o investimento em cultura e arte traduz-se diretamente em desenvolvimento territorial justo e sustentável, impactando positivamente a vida das pessoas.
Debates e políticas para formalizar e expandir o setor
A programação do seminário incluiu uma palestra magna da secretária nacional de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, que abordou os desafios para ampliar mercados, fomentar o setor e promover a formação de profissionais. O debate contou ainda com a participação do superintendente do Sebrae no Ceará, Joaquim Cartaxo, e do diretor da Bahia Filmes, Pola Ribeiro.
Cláudia Leitão enfatizou a necessidade de estruturar políticas que formalizem os pequenos negócios da economia criativa. Ela afirmou que a arte e a cultura não podem permanecer informais, e que a qualificação dos agentes é essencial para que eles se tornem empreendedores capazes de gerir seus negócios, ampliar a comercialização, inclusive internacionalmente, e gerar riqueza.
Joaquim Cartaxo reforçou o trabalho do Sebrae no fomento ao empreendedorismo criativo, especialmente na região Nordeste. Ele avaliou que eventos como o de Salvador são cruciais para trocar experiências e fortalecer a cooperação entre os setores público, privado, sociedade civil e academia, consolidando a economia criativa como uma das prioridades para o desenvolvimento econômico brasileiro.
