Ronaldo Fenômeno comenta eliminação precoce do Brasil na Copa 2026
A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após a derrota por 2 a 1 para a Noruega no último domingo (5), gerou intensos debates sobre as decisões tomadas durante o torneio. Um dos principais nomes a se manifestar foi Ronaldo Nazário, bicampeão mundial e um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, que destacou as escolhas da comissão técnica liderada por Carlo Ancelotti.
Conhecido por seu histórico de gols e atuações marcantes em Copas do Mundo, Ronaldo teve seu nome envolvido em declarações que circularam na imprensa internacional, especialmente no jornal espanhol AS. Nelas, o ex-atacante teria criticado o treinador italiano, apontando erros nas decisões que, segundo ele, influenciaram a queda precoce do Brasil.
Ronaldo nega críticas diretas a Ancelotti e esclarece boatos
Apesar das declarações atribuídas a ele, Ronaldo negou ter concedido entrevistas ou falado com veículos de comunicação após o jogo. Em uma publicação no X (antigo Twitter), classificou as informações como “fake news” e pediu cautela. “Oi, pessoal! Apenas para esclarecer que ontem, após o jogo do Brasil, não dei nenhuma entrevista nem conversei com veículo algum. Qualquer declaração circulando na imprensa não passa de fake news”, afirmou.
Enquanto isso, a derrota encerrou o sonho do hexacampeonato e marcou a primeira vez desde 1990 que o Brasil foi eliminado antes das quartas de final em uma Copa do Mundo. O revés também ampliou o jejum de títulos mundiais para 28 anos, um dado que intensifica a pressão sobre a equipe e sua comissão técnica.
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Ancelotti avalia eliminação e destaca atuação da Noruega
Após o jogo, Carlo Ancelotti adotou um tom diferente ao analisar o resultado. Em entrevista ao ge, o treinador afirmou que a Seleção merecia avançar e que a derrota representa o início de um novo ciclo. “Acho que também o jogo de hoje merecia ganhar o jogo e quando passa um momento assim tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir melhorando, encontrar novas ideias, não é um fim, é o início de um novo ciclo esta derrota”, declarou.
Ancelotti também ressaltou o papel decisivo do atacante norueguês Erling Haaland, que marcou os dois gols da vitória. “Sabíamos que eles podiam jogar nesse estilo […] nós durante 70 minutos o jogo estava sob controle, mas o Haaland acabou decidindo”, explicou.
Controvérsias no ataque: João Pedro, Endrick e a cobrança de pênalti
Outro ponto que ganhou destaque foi o debate sobre as escolhas ofensivas da comissão técnica. A ausência de João Pedro na convocação e a utilização do jovem Endrick durante os jogos dividiram opiniões entre torcedores e especialistas. A equipe técnica justificou as mudanças como uma tentativa de dar maior profundidade ao setor de ataque. “Teve oportunidade um ou dois minutos depois. Para ter qualidade no último terço, colocamos Neymar e na direita, Endrick”, explicou Ancelotti.
Porém, as alterações não surtiram o efeito esperado. Endrick perdeu uma chance clara diante do goleiro Nyland no segundo tempo, enquanto Bruno Guimarães desperdiçou um pênalti na etapa inicial. Ancelotti esclareceu que a escolha do cobrador foi baseada em estatísticas da comissão técnica que avaliou o desempenho dos jogadores nos últimos meses. “Porque fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli”, detalhou.
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Vinicius Jr. e a repercussão após a eliminação
Além disso, o desempenho de Vinicius Jr. também entrou nas discussões que surgiram após a partida. Análises críticas que circularam na imprensa foram associadas às declarações falsas atribuídas a Ronaldo, o que gerou confusão entre os fãs e especialistas. O ex-atacante nunca confirmou tais opiniões sobre o jogador do Real Madrid.
Legado de Ronaldo e o peso da derrota para o Brasil
Ronaldo Nazário disputou quatro Copas do Mundo, conquistando os títulos de 1994 e 2002, sendo artilheiro do Mundial da Coreia do Sul e Japão com oito gols. Além disso, marcou duas vezes na final contra a Alemanha, papel crucial para o pentacampeonato brasileiro. Por muitos anos, foi o maior goleador da história das Copas com 15 gols, consolidando uma voz respeitada quando se trata de futebol e Seleção Brasileira.
Com a eliminação precoce na Copa de 2026, o Brasil precisa refletir sobre suas estratégias e buscar renovação para retomar o caminho dos títulos. A avaliação das decisões técnicas e o desempenho dos jogadores serão fundamentais para o planejamento dos próximos desafios internacionais.
