Uma Análise Abrangente da gestão pública
Na última quarta-feira (6), os candidatos a governador nas eleições de outubro receberam um importante recurso para fundamentar seus programas de governo. O Centro de Liderança Pública (CLP), uma organização não governamental, lançou o Ranking de Competitividade dos Estados, que avalia o desempenho das unidades da federação em cinco áreas: economia, segurança pública, gestão pública, sociedade e sustentabilidade ambiental.
A principal meta do CLP é oferecer um panorama detalhado da administração pública, facilitando a mensuração da capacidade dos estados de promover bem-estar à população e fornecer informações relevantes para investidores privados sobre a atratividade de cada região. Vale ressaltar que o Distrito Federal não é incluído nas análises, devido à sua natureza híbrida entre estado e município.
Análise das Áreas Avaliadas
Para proporcionar uma compreensão mais clara da evolução dos estados, foram elaborados dois rankings para cada área examinada. O primeiro classifica os estados em relação uns aos outros em uma lista nacional, enquanto o segundo mostra o desenvolvimento de cada um em relação ao seu próprio desempenho nos últimos três anos.
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No âmbito econômico, São Paulo e Santa Catarina se destacaram como os melhores estados nos últimos três anos. No entanto, ao observar a evolução, o Espírito Santo chamou a atenção ao saltar da 10ª posição em 2023 para a 7ª em 2025, principalmente devido ao seu desempenho no critério de potencial de mercado, que é considerado o melhor do país. O estado capixaba foi o que mais avançou no triênio, seguido por Bahia, Paraíba e Mato Grosso.
Desempenho em Segurança Pública
Na área de segurança pública, Santa Catarina mantém a liderança pelo segundo ano consecutivo, seguida pelo Rio Grande do Sul, que subiu do 4º para o 2º lugar, e o Rio Grande do Norte, que fez uma impressionante ascensão, passando da 14ª posição em 2023 para o 3º lugar. Por outro lado, São Paulo, que ocupava a terceira posição nos dois anos anteriores, caiu para o 9º lugar no último ranking.
Observando o crescimento dos estados ao longo do período, o Rio Grande do Norte se destacou com o melhor desempenho, seguido por Goiás, Sergipe, Rondônia e Tocantins. Esses resultados indicam avanços significativos nas áreas de segurança em estados da Região Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto no Sul e Sudeste, há uma percepção de estabilidade nos resultados. “Liderar o ranking não necessariamente implica em ser o que mais melhora recentemente”, constata o relatório.
Gestão Pública e Eficiência Fiscal
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O ranking de gestão pública, que avalia a solidez fiscal e a eficiência das administrações estaduais, coloca o Espírito Santo novamente no topo, seguido por Goiás, que avançou do 8º para o 2º lugar, e Mato Grosso. O Rio Grande do Norte, por sua vez, se destacou em eficiência da gestão pública, enquanto Goiás obteve o melhor desempenho em solidez fiscal durante o triênio.
Avaliação da Sociedade e Sustentabilidade
Na análise da sociedade, que considera áreas como educação e sustentabilidade social, os estados que ocupam as três primeiras posições são São Paulo, Minas Gerais e Paraná, com pouca variação nas notas ao longo dos últimos três anos. No entanto, o destaque vai para Roraima, que teve o melhor desempenho em educação no triênio, e Amapá, que liderou em sustentabilidade social.
Quanto à sustentabilidade ambiental, o ranking é liderado por Paraná, São Paulo e Espírito Santo. Contudo, ao analisar as mudanças desde 2023, o Tocantins se destaca com a maior evolução, seguido de Roraima e Paraná.
Responsabilidade Fiscal nas Políticas Públicas
De acordo com o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, a pesquisa sublinha que não há espaço para suposições na formulação de políticas públicas. “Queremos políticas baseadas em dados e evidências, não achismos. É fundamental olhar para indicadores e metas, além de avaliar como a população é atendida por políticas públicas consistentes”, afirmou.
Barros ressalta que o primeiro passo para a construção de uma política pública eficiente é garantir a solidez fiscal. Durante a apresentação do relatório no encontro do Conselho Nacional de Secretários de Planejamento (Conseplan), essa questão foi amplamente debatida. “Independente da ideologia, é essencial arrumar a casa fiscalmente para construir políticas públicas eficazes”, destacou.
O ex-governador da Paraíba, João Azevedo, que liderou o estado ao 3º lugar no ranking de economia durante seus sete anos e meio de gestão, enfatizou a necessidade de manter a responsabilidade nas contas públicas. “A capacidade de investimento de um estado está atrelada à sua gestão fiscal. Enquanto a Paraíba investe em tecnologia avançada, é igualmente importante cuidar da infraestrutura básica, como o abastecimento de água”, concluiu.
