Tensões na Política Brasileira
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), revelou nesta quarta-feira (6) que sua relação com Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, passou por um abalo significativo. Essa tensão surgiu após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram divulgadas pelo site Bahia Notícias, onde Wagner expressou sua preocupação com o rumo das relações dentro do Senado.
Segundo Wagner, o descontentamento de Alcolumbre está diretamente ligado ao desejo do senador de ver Rodrigo Pacheco (PSB-MG), seu colega, assumindo a vaga no STF. “Ele queria o Pacheco e, como sou líder do governo, ele acredita que eu deveria ter conseguido isso com o presidente. Porém, reitero, não tenho controle sobre as decisões do presidente”, destacou Wagner.
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O líder do governo ainda comentou sobre a estratégia adotada durante a sabatina de Messias, que, segundo ele, se transformou numa disputa política em vez de um processo focado nas qualificações do candidato. “A sabatina deixou de lado os requisitos necessários para ocupar uma cadeira no STF e se tornou uma batalha política contra o governo”, observou Wagner.
No plenário, a votação mostrou a polarização entre os senadores: 42 deles se opuseram à aprovação de Messias, enquanto 34 votaram a favor. Para que a indicação fosse aprovada, eram necessários ao menos 41 votos, um número que Wagner admite não ter considerado em suas análises. “Nunca havia feito uma previsão com nossa equipe que não chegasse aos 41 votos”, afirmou.
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O líder do governo expressou sua frustração com a situação, revelando que houve ações nos bastidores que o surpreenderam. “Infelizmente, muitas pessoas trabalharam sorrateiramente contra a aprovação. Não percebemos isso a tempo e, na minha opinião, resultou em uma tarde lamentável naquela quarta-feira”, disse.
Wagner também defendeu Jorge Messias, descrevendo-o como um “ser humano maravilhoso” e ressaltou que o aliado enfrentou uma onda de hostilidade política ao longo de todo o processo. “Infelizmente, o que aconteceu não foi apenas uma derrota pessoal, mas uma demonstração de como a política pode ser cruel e implacável”, concluiu.
