Movimentações Financeiras de R$ 50 Milhões
O governo da Bahia realizou 207 pagamentos ao Banco Master, totalizando R$ 49,2 milhões, segundo informações do Portal da Transparência do Estado. Essas transações financeiras ocorreram entre 2023 e fevereiro de 2026, levantando questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos.
A administração de Jerônimo Rodrigues, do Partido dos Trabalhadores (PT), destinou aproximadamente R$ 47,4 milhões apenas em 2024 para operações que envolvem a antecipação de valores relacionados a precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. Essa quantia expressiva destaca o papel do banco em operações financeiras do governo estadual.
Ex-CEO do Banco Master em Situação Controversa
Em meio a esse cenário, Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, se encontra detido na Penitenciária Federal de Brasília, um local de segurança máxima. A sua prisão ocorre em um contexto marcado por denúncias graves que comprometem a imagem da instituição.
De acordo com um relatório da Polícia Federal (PF), Vorcaro efetuou um pagamento de R$ 24 milhões a Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo codinome ‘Sicário’, em troca de serviços ilícitos. Esses serviços teriam incluído invasão de sistemas e ameaças, além da remoção de conteúdo negativo relacionado ao Banco Master nas redes sociais.
Investigações e Operações Policiais
A PF também revela que, em outubro de 2025, um mês antes da deflagração da Operação Compliance Zero, Vorcaro solicitou a Sicário que verificasse se havia alguma ordem de prisão contra ele nos sistemas da Interpol. A resposta de Sicário foi rápida: enviou uma captura de tela afirmando que “a Interpol está limpa”, adicionando que estavam aguardando o relatório principal do FBI (Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos).
As movimentações e os vínculos de Vorcaro com atividades ilícitas geram preocupação e levantam questões sobre a transparência nas finanças do estado da Bahia. A situação demanda uma análise mais profunda por parte das autoridades competentes e reforça a importância da fiscalização dos gastos públicos, especialmente em um momento em que a confiança na gestão pública é essencial.
Em suma, os recentes pagamentos do governo da Bahia ao Banco Master e os escândalos associados ao seu ex-CEO revelam a necessidade de uma maior vigilância sobre as operações financeiras e a integridade dos gestores públicos. O desdobramento das investigações ainda deve trazer à tona novos detalhes sobre essa complexa trama que envolve recursos públicos e atividades ilícitas.
