Feira em Juazeiro reune estudantes e fortalece ciência nas escolas da Bahia
Juazeiro se torna palco da I Feira e Mostra de Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura da Rede ICTITE – Construindo e Afirmando Saberes e Conhecimentos, que destaca a produção científica nas escolas públicas do estado. Sob o tema “Encontros, diálogos e conexões de saberes”, o evento reúne estudantes, professores, pesquisadores, gestores e instituições parceiras em uma programação dedicada ao protagonismo estudantil e ao fortalecimento da educação científica. A iniciativa faz parte do Programa Mais Ciência na Escola Bahia, que incentiva a implantação de laboratórios maker, clubes de ciência e ações voltadas à pesquisa nas escolas públicas.
Integração entre educação básica, universidades e comunidade
Organizada pela Rede Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Inovação em Territórios Escolares (ICTITE), a feira consolida um espaço destinado à troca de experiências e à apresentação de projetos desenvolvidos por estudantes de diferentes regiões da Bahia. A programação inclui mesas-redondas, rodas de conversa, sessões científicas, minicursos e exposições que aproximam a Educação Básica das universidades e da comunidade local, promovendo um diálogo enriquecedor.
Lucila Alves, diretora do Núcleo Territorial de Educação do Sertão do São Francisco (NTE 10), com sede em Juazeiro, ressaltou a importância do evento para a rede pública. Ela destacou o protagonismo das escolas por meio dos Clubes de Ciências e a participação em projetos internacionais, evidenciando a qualidade e o potencial da educação na região.
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Projetos que unem ciência, inclusão e tecnologia
A professora Vanessa Chaves explicou que a feira representa um momento crucial para o compartilhamento dos projetos desenvolvidos ao longo do ano pelas escolas participantes do programa. Além de apresentar resultados, o encontro reforça a ideia de que a Educação Básica é capaz de produzir conhecimento e inovação, utilizando a cultura maker como ferramenta para a construção do saber.
Dentre os projetos apresentados, destacam-se iniciativas focadas em inclusão, sustentabilidade e tecnologia. A estudante Raquel Lidaiane, da Escola Municipal Paulo VI, expôs um boné inteligente criado para ajudar pessoas com deficiência visual na identificação de obstáculos, promovendo mais autonomia e segurança. Raquel compartilhou a experiência como uma oportunidade de ampliar conhecimentos e trocar aprendizados com outros estudantes.
Maria Clara Viana, bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e integrante do Laboratório Maker do Colégio Democrático Estadual Professora Florentina Alves dos Santos (CODEFAS), destacou o papel do laboratório na prática científica. Para ela, a ciência vai além das salas de aula, envolvendo tecnologia, trabalho em equipe e o compartilhamento de conhecimento.
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Pesquisa e inovação na formação dos jovens
Charles Jean, diretor do CODEFAS, reforçou que a rede estadual se destaca ao integrar a pesquisa ao currículo da Educação Básica e incentivar os clubes de ciência. Segundo ele, o engajamento dos estudantes na apresentação e troca de trabalhos é fundamental para consolidar a cultura científica nas escolas.
A programação da feira segue com exposições, palestras e minicursos destinados a estudantes das redes estadual, municipal e particular, ampliando o acesso e o diálogo sobre ciência e inovação no ambiente escolar.
