Programação teatral celebra diversidade e memória em Salvador
Salvador se prepara para uma celebração vibrante do Dia Mundial do Teatro neste sábado, 19. A cidade oferece uma programação diversificada, que vai do humor às questões sociais, passando por espetáculos que dialogam com a história e a cultura afro-brasileira. O público encontra opções em vários espaços culturais, como o Teatro Gamboa, o Teatro Faresi, o Teatro Módulo, o Espaço Cultural da Barroquinha, o Espaço Cultural Eduardo Cabus e o Centro Cultural Plataforma, além do Teatro Molière/Aliança Francesa. A variedade de ingressos — pagos, gratuitos ou no formato pague quanto puder — amplia o acesso a essa data dedicada à arte cênica.
Comédia, crítica e celebração: destaques da programação
No Teatro Gamboa, o espetáculo “Armengue” comemora três anos com uma tarde de stand-up que reúne os comediantes Fábio Lacerda, Têco Aziz e Victor Fadigas. A apresentação, marcada para as 16h30, traz histórias e piadas que refletem o cotidiano, com ingressos entre R$ 10 e R$ 20 para o público presencial e R$ 15 para transmissão virtual.
O humor também ganha espaço no Teatro Faresi, onde Matheus Buente retorna com o solo “O Problema É Theu”. O artista, professor de História e humorista, utiliza referências sociais e fatos históricos para provocar reflexões bem-humoradas sobre comportamentos e contradições. As sessões ocorrem no sábado às 19h e no domingo às 18h, com ingressos disponíveis pelo Sympla e na bilheteria do teatro.
No Teatro Módulo, a temporada de “Auto da Compadecida” leva às sextas-feiras de setembro o reencontro com as trapalhadas de João Grilo e Chicó, misturando humor e crítica social. Os ingressos custam R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada).
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Espaços afro-cênicos e reflexões sobre racismo estrutural
O Espaço Cultural da Barroquinha abriga “ELEGBAPHO – Território Afrocênico de Celebração Negra”, solo de Nando Zâmbia que celebra os 25 anos de carreira do artista. A montagem dialoga com o Teatro Preto de Candomblé e traz uma mistura de teatro, música, dança e projeções para discutir conquistas e identidades negras. Estão programadas sessões em várias datas até o início de outubro, com ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada).
Já o Bando de Teatro Olodum revisita “Erê” no Centro Cultural Plataforma, com sessões gratuitas nos sábados, 19 e 26. A peça reúne veteranos e novos atores para discutir racismo e a defesa da vida negra por meio de música, dança e dramaturgia. A retirada dos ingressos acontece na bilheteria até uma hora antes dos espetáculos, que começam às 19h.
Novas narrativas e encontros no palco
“Você Jamais Saberá”, no Espaço Cultural Eduardo Cabus, apresenta um duelo psicológico entre uma jovem atriz e um diretor, explorando jogos de poder e manipulação. As sessões no sábado às 19h30 têm ingressos a R$ 60 e R$ 30 (meia-entrada), vendidos pelo Sympla e na bilheteria.
Marcelo Praddo traz para o Teatro Módulo o solo “Vou Te Contar!”, que narra cinco histórias reais sobre migração, identidade e educação, com ingressos a R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 36 pelo Clube Correio.
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Nos domingos, o Centro Cultural Plataforma recebe “Mwana Erê”, da Cia Suburbando de Teatro. A peça aborda violência contra crianças negras e temas como homofobia e empoderamento, com sessões no formato pague quanto puder, seguidas de bate-papo com o público.
Comédia e acessibilidade no Teatro Molière
O Teatro Molière/Aliança Francesa, na Ladeira da Barra, apresenta “Luna de Miel”, com cenas de humor e poesia sobre a vida a dois de um casal de palhaços recém-casados. As sessões nos dias 19 e 20 às 18h contam com tradução simultânea em Libras e audiodescrição, reforçando o compromisso com a acessibilidade. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada ou para clientes dos Cartões BB), disponíveis no site oficial do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Essa programação cultural ampla e diversa convida o público baiano a celebrar o Dia Mundial do Teatro com obras que refletem a realidade social, a memória e a pluralidade da cidade. A cena teatral em Salvador mostra que a arte permanece viva e acessível, pronta para dialogar com diferentes públicos e territórios.
