Desafios de Rogério Ceni à Frente do Bahia
Após ser eliminado da pré-Libertadores e enfrentar dificuldades na Copa do Brasil, Rogério Ceni se encontra em uma posição delicada como técnico do Bahia. A insatisfação da torcida é evidente, e o futuro do treinador está em questão. Em entrevista ao portal A TARDE, Obina, ex-atacante do Tricolor Baiano em 2013, comentou a possibilidade da demissão do atual comandante, especialmente em meio a uma sequência de três partidas sem vitórias, o que representa o pior desempenho da equipe em 2026.
Obina destacou que a situação de Ceni é complexa, mencionando que o Bahia é agora uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) sob a gestão do Grupo City, que possui uma abordagem diferente em relação a trocas de treinadores. “É muito difícil falar sobre a demissão de Rogério Ceni, porque o Bahia é uma SAF, e o Grupo City não opera com mudanças rápidas. Eles prezam pelo longo prazo”, afirmou o ex-jogador.
Ele ainda fez uma comparação com a filosofia de trabalho do Manchester City, clube modelo da organização. “O Grupo City deseja um treinador que tenha uma continuidade maior, que implemente um estilo de jogo alinhado ao que se observa no Manchester City”, pontuou Obina. Esse estilo de gestão contrasta com a realidade do futebol brasileiro, onde as cobranças por resultados imediatos são intensas.
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Obina enfatizou que no Brasil a pressão por resultados pode levar à demissão em questão de meses. “Aqui, se não houver um bom desempenho em três meses, o treinador é frequentemente dispensado. No caso do Rogério Ceni, ele já está há um tempo considerável no cargo, mesmo diante de oscilações. O City mantém sua filosofia de longo prazo e avalia o trabalho do treinador com um olhar mais paciente, buscando a construção de um time consistente”, concluiu.
A Situação Atual do Bahia
Atualmente, o Bahia enfrenta um cenário complicado. Além da eliminação precoce na pré-Libertadores, o time precisa urgentemente reagir na Copa do Brasil, onde não conseguiu mostrar resultados positivos recentemente. A torcida, que sempre foi apaixonada e engajada, começa a manifestar descontentamento com a performance da equipe e com as escolhas táticas do treinador.
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O histórico recente do clube mostra uma instabilidade que preocupa. Com a atual sequência de resultados negativos, a pressão aumenta não apenas sobre Ceni, mas também sobre toda a estrutura do clube. A expectativa é que a diretoria reavalie o desempenho do elenco e a estratégia do técnico nas próximas rodadas.
Como se vê, a situação do Bahia é reflexo das complexidades do futebol moderno, onde a gestão das equipes e as expectativas dos torcedores precisam andar lado a lado. A pergunta que fica é: até quando Rogério Ceni permanecerá à frente do time em um cenário tão desafiador?
