Queda nominal do PIB do agronegócio impacta economia baiana
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio na Bahia registrou uma queda nominal de 8,2% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Conforme dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o valor caiu de R$ 41,9 bilhões para R$ 40,3 bilhões, uma redução de R$ 1,6 bilhão. Essa retração foi motivada principalmente pela queda nos preços dos produtos agropecuários e alimentares, que recuaram 13% e 6%, respectivamente.
Produção cresce mesmo com preços em queda
Embora o valor nominal tenha diminuído, a atividade econômica do agronegócio baiano avançou 4,7% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Isso indica que houve um aumento na produção, mesmo com a desvalorização dos preços dos produtos. O destaque ficou para o setor agropecuário, conhecido como Agregado II, que apresentou crescimento de 6% na produção.
A participação do agronegócio na economia estadual
O PIB do agronegócio baiano, com R$ 40,3 bilhões, representou 26,1% do total da economia do estado no segundo trimestre de 2026. A participação diminuiu em relação ao mesmo período de 2025, quando correspondia a 29,6%. Essa redução está diretamente ligada à queda dos preços dos produtos agropecuários e alimentares.
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Estrutura e relevância do agronegócio para a Bahia
A estimativa do PIB do agronegócio é calculada a partir de quatro grandes agregados: insumos agropecuários (agregado I), setor agropecuário ou “da porteira para dentro” (agregado II), indústrias de base agrícola que utilizam produtos do agregado II (agregado III) e a distribuição e comercialização dos produtos do agronegócio (agregado IV). O crescimento real de 4,7% no setor foi puxado principalmente pelo Agregado II, com expansão de 6%.
O agronegócio exerce papel fundamental na economia baiana, não apenas pela sua estrutura produtiva atual, mas também pelas potencialidades de crescimento e dinamização. A cadeia produtiva agropecuária gera efeitos em toda a economia, tanto a montante quanto a jusante, configurando-se como peça-chave para estratégias de desenvolvimento regional e geração de emprego.
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Fonte: edemossoro.com.br
