O amor de Wagner Moura por Salvador
Wagner Moura não esconde o quanto sua cidade natal é especial para ele. “Salvador é meu lugar favorito, minha cidade predileta. Sou mais feliz lá do que em qualquer outro lugar. Amo tanto a cidade que dei o nome de Salvador a um dos meus filhos”, afirmou o ator, que já conquistou fama mundial com papéis icônicos.
Apesar de morar em Los Angeles atualmente, Moura mantém uma forte ligação com Salvador, onde possui uma casa e busca passar o máximo de tempo possível. A diversidade cultural e a energia da cidade são para ele únicas. “A diversidade de Salvador criou uma cultura profundamente original. Não conheço nenhum lugar no mundo onde as pessoas tenham a autoestima que se vê lá”, comentou.
Feira de São Joaquim e a riqueza cultural
Escolher apenas cinco lugares favoritos em Salvador foi um desafio para Moura. A Feira de São Joaquim, um mercado ao ar livre que funciona diariamente, é um desses locais especiais. Repleto de temperos, ervas medicinais, produtos agrícolas e frutos do mar, o mercado também é palco da música, artesanato e da cultura local vibrante. “Uma vez, levei o Pedro Almodóvar lá. Foi maravilhoso vê-lo encantado com as cores e a cultura”, recordou.
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Praias e o cenário natural que encantam
Para Moura, a magia da cidade vai muito além dos mercados. Ele destaca a beleza natural, o clima e o calor humano que fazem de Salvador um lugar único. Sua praia favorita, onde a água é quente e calma, está situada próxima à entrada da Baía de Todos os Santos. A tranquilidade do local, ideal para famílias e crianças, e o espetáculo do pôr do sol no Porto impressionam moradores e visitantes. “As pessoas chegam a aplaudir o pôr do sol no Porto”, relatou.
Memórias literárias e culturais no Rio Vermelho
A mansão colonial azul-celeste no bairro do Rio Vermelho, onde viveram Jorge Amado e Zélia Gatai, é para Moura um verdadeiro memorial da cultura baiana. Ele ressalta que os livros do escritor ajudaram a definir a compreensão sobre a Bahia. A casa guarda pertences pessoais, móveis e fotos de visitantes ilustres, como Jean-Paul Sartre e Pablo Neruda, além dos moradores locais.
Arte e fé: a Concha Acústica e as igrejas de Salvador
Moura recorda emocionado os shows que viu na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, lugar que considera fundamental para sua relação com a arte. Seu primeiro concerto no local foi aos 15 anos, com a banda Sepultura, e desde então já assistiu a muitas apresentações, incluindo as de Caetano Veloso.
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Quanto às igrejas, ele destaca a riqueza do sincretismo religioso presente em Salvador, com templos cheios de beleza e esperança. A Igreja do Bonfim, famosa pela lavagem das escadarias durante a festa tradicional, é um exemplo dessa convivência cultural. Sua favorita é a Igreja de Nossa Senhora do Pilar e Santa Luzia, à qual tem devoção especial. “Sou devoto de Santa Luzia, protetora dos olhos. Todo ano vou à igreja pedir a bênção dela”, revelou.
Sabores baianos que merecem reconhecimento
Por fim, Moura aponta que a gastronomia de Salvador é pouco valorizada nacionalmente. Ele elogia restaurantes como Origem e Manga, que, segundo ele, deveriam estar no radar do guia Michelin, mas que acabam ofuscados pelos estabelecimentos do Rio e São Paulo. O destaque vai para o Dona Mariquita, da chef Leila Carreiro, especializado em comida afro-brasileira caseira. Lá, pratos tradicionais como arroz de hauçá e acarajé ganham um toque especial graças à pesquisa culinária da chef, que Moura considera única. “É diferente de tudo que já vi”, afirmou.
Esses cinco lugares, entre mercados, praias, casas históricas, espaços culturais e restaurantes, formam um mapa afetivo e cultural que traduz o que Salvador representa para Wagner Moura: um lugar onde se sente em casa, conectado às suas raízes e à força da cultura baiana.
