Produção rural e economia solidária em foco
A 5ª Feira da agricultura familiar e Economia Solidária – “Produção de Alimento, Cultura e Arte” teve início na quarta-feira (22) e segue até sexta-feira (24), no estacionamento da APAEB, em Feira de Santana. Organizado pelo Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores da Agricultura Familiar (Sintraf), o evento reúne produtores rurais, instituições de ensino, pesquisadores, entidades parceiras e a comunidade. A programação é dedicada à valorização da agricultura familiar, geração de renda, cultura e debates sobre os principais desafios do campo.
Adriana Lima, presidente do Sintraf Feira, destacou o convite para que a população participe e apoie os agricultores familiares. “Convidamos todos a visitarem nossa quinta edição da feira da agricultura familiar. A presença de cada pessoa traz energia positiva ao espaço, incentiva a criatividade e fortalece as famílias rurais”, afirmou.
Integração, conhecimento e cultura
Além da comercialização de alimentos produzidos pela agricultura familiar, a feira oferece palestras, mesas de debate e atividades culturais. A programação inclui participação da Universidade Federal, da UEFS, cientistas especializados em questões climáticas, troca solidária, arte e apresentações de quadrilhas juninas. “Queremos que o público venha não só para se divertir, mas para contribuir com um espaço de formação e construção coletiva”, explicou Adriana.
Um dos temas centrais deste ano é o impacto das mudanças climáticas na agricultura familiar. Pesquisadores, representantes de órgãos estaduais, universidades e especialistas se reúnem para discutir estratégias de adaptação diante das dificuldades enfrentadas pelos agricultores.
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Desafios climáticos e quintais produtivos
Adriana Lima ressaltou que a escolha do tema reflete a realidade das comunidades rurais. “Estamos enfrentando dificuldades, como a redução significativa das chuvas em relação ao ano anterior, que em algumas regiões impossibilitou até mesmo a preparação do solo para o plantio”, disse. Ela enfatizou que muitos dos alimentos expostos na feira vêm dos quintais produtivos, uma solução adotada por diversas famílias para manter a produção.
“Essa produção é fruto dos quintais produtivos, que além de fortalecer a agricultura familiar e incentivar o consumo local, geram impacto positivo na economia municipal e garantem a sustentabilidade das famílias do campo”, acrescentou.
Mais que comercialização: fortalecimento comunitário
Para a presidente do Sintraf, o evento transcende a venda de produtos. “A feira é um momento de interação entre agricultores de diferentes distritos, fortalecendo a cultura local, promovendo encontros e construindo soluções coletivas”, afirmou.
Durante os três dias, o público tem acesso a produtos da agricultura familiar, palestras, rodas de conversa, mesas temáticas, apresentações culturais, quadrilhas juninas, shows e atividades que reforçam a economia solidária.
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Programação diversificada e expectativa de impacto
A abertura da feira na quarta-feira (22) contou com visitação aos estandes, apresentações culturais e show de Neném do Acordeon. Na quinta-feira (23), o seminário sobre mudanças e emergências climáticas destacou a participação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Inema e outros órgãos. Também houve roda de conversa sobre a sucessão da juventude na agricultura familiar e apresentação da quadrilha Arraiá das Coroas da Matinha.
Na sexta-feira (24), a programação inclui palestra sobre tarifa zero, celebração religiosa em homenagem ao Dia do Lavrador, pronunciamentos de autoridades e mais apresentações culturais.
Os organizadores esperam ampliar a visibilidade da produção da agricultura familiar, incentivar o consumo de alimentos locais e fortalecer os empreendimentos rurais de Feira de Santana e região, traduzindo isso em geração de renda e emprego para a comunidade.
