Premiação reconhece pesquisa sobre Educação Infantil em contexto indígena
Maria Aparecida d’Ávila Cassimiro, coordenadora pedagógica da rede municipal de ensino de Ilhéus, foi homenageada com Menção Honrosa na seleção interna do Prêmio CAPES de Tese – Edição 2026. A iniciativa é promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PGEDU) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e reconhece trabalhos com impacto acadêmico e social no campo da Educação.
Foco no brincar e saberes tradicionais na aldeia Tupinambá
Atuando na Escola Municipal Sérgio Carneiro, localizada no distrito de Olivença — reconhecido como aldeia-mãe da comunidade indígena Tupinambá no Sul da Bahia — Maria Aparecida desenvolveu sua tese de doutorado intitulada “O brincar na Educação Infantil numa escola de Educação Infantil do/no campo: um estudo acerca da potencialidade do baú brincante na comunidade indígena Tupinambá em Ilhéus-Bahia”.
O trabalho enfatiza a importância do brincar, dos saberes tradicionais e das práticas pedagógicas em contextos indígenas e rurais, trazendo contribuições relevantes para a Educação Infantil e para a valorização da cultura dos povos originários.
Reconhecimento da UFBA destaca qualidade e relevância científica
Na seleção do PGEDU/UFBA, três teses defendidas em 2025 receberam distinções: uma como Tese Destaque e duas com Menção Honrosa, entre elas a pesquisa de Maria Aparecida. O prêmio reforça a valorização da escola pública, da Educação do Campo e das culturas indígenas, evidenciando o impacto das pesquisas realizadas por profissionais da rede pública municipal.
As autoras premiadas receberão certificados oficiais e serão convidadas a apresentar suas pesquisas à comunidade acadêmica durante o semestre letivo 2026.2, em seminário que será divulgado nos canais do PGEDU/UFBA.
Impacto social e acadêmico das pesquisas premiadas
O PGEDU/UFBA destacou em comunicado a relevância dos trabalhos reconhecidos, ressaltando sua contribuição para o campo da Educação e seu valor social. A premiação evidencia como pesquisas acadêmicas podem fortalecer práticas pedagógicas e políticas educacionais, especialmente em contextos indígenas e rurais, com efeito direto nas escolas, professores e estudantes da Bahia.
