Mudanças à Vista no Progressistas da Bahia
O atual presidente do Progressistas na Bahia, Cacá Leão, revelou sua intenção de transferir a presidência do partido para Zé Cocá, ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador, durante as próximas eleições. A declaração foi feita em uma entrevista no podcast Podroque na noite de segunda-feira (20).
Cacá Leão assumiu a liderança do PP em 26 de março e, segundo ele, já havia um acordo prévio sobre essa transição. O motivo da escolha de Zé Cocá? Leão afirmou que ele é visto como um nome com “mais isenção”, especialmente durante o período eleitoral.
“Iniciamos um processo de reconstrução do partido, com novas conversas e redefinições. Assim que isso estiver concluído, planejo passar a presidência a Zé Cocá, que disputará a eleição majoritária pelo partido. Ele terá mais isenção, já que eu sou candidato a deputado federal e isso pode interferir em algumas decisões”, explicou Leão, ressaltando seu desejo de não comprometer a autonomia do partido.
Além de Cacá Leão e Zé Cocá, outros nomes como Claudio Cajado, deputado federal, Jorge Araújo, vereador de Salvador, e João Leão, Secretário de Governo de Salvador, estão colaborando no processo de reformulação do Progressistas. “Para crescer, é fundamental ter apoio e não agir sozinho”, enfatizou Leão.
Recentemente, Zé Cocá se tornou alvo de críticas após afirmar que Jequié se assemelha a um “curral eleitoral”, declaração que gerou polêmica na região.
Sobre a federação União Progressistas, Cacá Leão expressou otimismo, afirmando que o grupo sairá fortalecido das eleições, apesar das perdas recentes que o PP enfrentou. “Muitos se vangloriam com a janela partidária, mas o que realmente importa é o resultado das urnas em 2026”, destacou.
Ele reiterou seu apoio a ACM Neto, sublinhando que sempre acreditou na necessidade do Progressistas se manter unido ao lado do ex-prefeito de Salvador. Questionado sobre a expectativa de quantos deputados estaduais a federação pode eleger em outubro de 2026, Cacá Leão estimou que a União Progressistas deve conquistar até 12 cadeiras na Assembleia Legislativa.
