Investigações e Reações à Atitude Discriminatória
A Fifa anunciou, nesta terça-feira (7), a abertura de um processo disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol após episódios de cânticos ofensivos ocorridos durante o amistoso entre Espanha e Egito, realizado no último dia 31 de março, durante a Data Fifa. A notícia foi reportada pelo jornal espanhol Marca.
A partida, que terminou em um empate sem gols, ficou marcada por manifestações negativas vindas das arquibancadas do Estádio Cornellà-El Prat. Nos primeiros minutos do jogo, torcedores iniciaram um canto que continha teor discriminatório, com parte do público entoando a frase: “Quem não pula é muçulmano”. O coro foi aumentando em intensidade ao longo da partida, sendo ouvido em diferentes setores do estádio.
Embora a situação pudesse levar à interrupção do confronto, uma vez que o protocolo antirracista da Fifa prevê tais ações, o árbitro búlgaro Georgi Kabakov não acionou o procedimento adequado, e não houve qualquer solicitação por parte dos jogadores para que o jogo fosse paralisado.
Durante a partida, uma mensagem foi exibida em um telão no estádio, alertando para a possibilidade de punições relacionadas a práticas discriminatórias. A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) também repercutiu a mensagem nas redes sociais, afirmando: “A RFEF se une à mensagem do nosso futebol contra o racismo e condena qualquer ato de violência nos estádios”.
Repercussões Entre Jogadores e Expectativas de Punição
O caso repercutiu entre jogadores da seleção espanhola. O atacante Lamine Yamal, um dos principais nomes da equipe, se manifestou nas redes sociais no dia seguinte ao jogo, expressando sua indignação: “Sou muçulmano, graças a Deus. Sei que o cântico era direcionado ao adversário, mas, ainda assim, é desrespeitoso e intolerável”.
A Fifa não divulgou prazos previstos para a conclusão do processo disciplinar, mas a federação espanhola poderá ser penalizada, conforme os regulamentos da entidade.
