Uma Reflexão Crítica Sobre o Domínio das Big Techs
Por que a sociedade permitiu que um pequeno número de gigantes da tecnologia se apropriasse do conhecimento acumulado ao longo da história humana para obter lucros? Essa é uma das principais questões que o autor e economista Armando Avena busca responder em seu novo livro, “A Modernidade Caiu na Rede: A arte, a cultura e a economia no mundo da inteligência artificial”. O pré-lançamento do livro está agendado para o dia 16 de abril, durante a Bienal do Livro da Bahia, e a publicação oficial ocorrerá em 23 de abril.
Essa obra é o 12º título de Avena, que é professor-doutor na Universidade Federal da Bahia (UFBA), membro da Academia de Letras da Bahia e colunista do jornal A Tarde. No livro, o autor apresenta uma coletânea de textos que discutem o impacto das redes sociais e da inteligência artificial na produção cultural e social.
Impactos do Controle das Big Techs na Sociedade
Avena argumenta que algumas poucas empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, monopolizaram o conhecimento humano, disponibilizando-o de acordo com seus interesses financeiros e políticos. Essa dinâmica afeta não apenas a produção de bens materiais, mas também a esfera da arte e da cultura. A obra se propõe a questionar esse domínio e suas consequências para a sociedade contemporânea.
O livro inicia com uma análise das contribuições do poeta Charles Baudelaire e do filósofo Karl Marx, que, no século XIX, auxiliaram na construção do conceito de modernidade. Avena afirma que essa modernidade, como era entendida, foi transformada, agora existindo uma nova realidade mediada pelas redes sociais e pela inteligência artificial. “Se no século XIX, as vidas se desenrolavam em fábricas londrinas e nos bulevares parisienses, hoje elas se manifestam nos feeds vibrantes do Instagram e do TikTok”, explica Avena, enfatizando que essa nova era está cada vez mais sujeita à regulação pela inteligência artificial.
Textos que Transcendem Gêneros e Críticas
Com um tom literário, “A Modernidade Caiu na Rede” é composto por textos que exploram as reflexões de pensadores que estudam os efeitos das redes sociais e da inteligência artificial na sociedade. Entre os autores citados estão Byung-Chul Han, Christian Fuchs e Franco Berardi. A obra é descrita como “fragmentos de crítica em tempo real”, onde a análise crítica se mistura à literatura, conforme destaca a orelha do livro.
Os leitores encontrarão passagens provocativas, como a cena onde Dante Alighieri se reúne com pensadores liberais para discutir a ascensão da direita no século XXI, e Karl Marx, que em suas considerações sobre a inteligência artificial, sugere que essa tecnologia não é uma novidade, podendo até se tornar uma aliada do socialismo.
Eventos de Lançamento da Obra
O pré-lançamento do livro ocorrerá no Centro de Convenções de Salvador, durante a Bienal do Livro da Bahia, no dia 16 de abril, a partir das 16 horas, no estande da editora Caramurê. O lançamento oficial será no dia 23 de abril, no Shopping Salvador, no piso L1, na Varanda do Amado, a partir das 17 horas. A obra estará disponível para venda na Amazon a partir do dia 16 de abril.
Sobre Armando Avena
Armando Avena é um reconhecido economista, jornalista e escritor, também membro da Academia de Letras da Bahia. Com um histórico de 11 livros publicados, entre eles destacam-se os romances “Luiza Mahin”, “Maria Madalena: O evangelho segundo Maria”, “Recôncavo” e “O Afilhado de Gabo”. Seu livro “O Manuscrito Secreto de Marx” foi finalista do Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional em 2012. Avena é professor da UFBA e contribui semanalmente com uma coluna no Jornal A Tarde, de Salvador.
