Confusão Após Empate Agitado
A confusão que se seguiu ao empate emocionante em 3 a 3 entre Cruzeiro e Vasco da Gama, ocorrido no dia 15 de março, no Mineirão, já está gerando consequências no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O presidente do Vasco, Pedrinho, foi oficialmente denunciado pela Procuradoria do órgão devido a sua conduta considerada “extremamente reprovável” após o apito final da partida.
A denúncia, que se baseia na súmula do árbitro Lucas Paulo Torezin, além de vídeos anexados ao processo, revela que o dirigente se dirigiu à equipe de arbitragem de forma exaltada na zona mista, onde se realizam entrevistas. No documento, Pedrinho faz críticas contundentes ao desempenho do juiz da partida.
Críticas Diretas à Arbitragem
Nos registros da súmula, Pedrinho teria afirmado: “Você vai relatar na súmula tudo o que eu vou te falar. Você sempre prejudica o Vasco quando jogamos fora de casa. Isso já aconteceu no ano passado, contra o Palmeiras, em sua casa.” A crítica não parou por aí; o dirigente continuou, afirmando que o juiz havia novamente deixado de marcar pênaltis e questionou os acréscimos dados ao jogo: “Sua forma de apitar é arrogante. Sua soberba vai preceder a sua queda”. Tal declaração reflete a indignação do presidente vascaíno em relação ao trabalho da arbitragem, algo que, segundo ele, já prejudicou o clube em outras ocasiões.
Outros Envolvidos na Denúncia
Além de Pedrinho, outros três membros da equipe do Vasco também estão sob a mira da Procuradoria do STJD. O volante Cauan Barros, por exemplo, responde por uma jogada considerada violenta, com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Ele foi expulso no segundo tempo após realizar uma entrada dura em um adversário, colocando em risco sua integridade física.
O fisioterapeuta Aldo Mattos está sendo acusado, com base no artigo 258, de conduta contrária à disciplina desportiva. Ele teria lançado uma bola em campo para atrasar o reinício da partida, o que, de acordo com o regulamento, interfere na normalidade do jogo.
O gerente de futebol do clube, Clauber Rocha, não escapou das denúncias. Ele foi enquadrado no artigo 191 por ter invadido o campo após o término da partida, em protesto contra a arbitragem, o que também contraria as regras estabelecidas.
Consequências e Punições Possíveis
A Procuradoria já solicitou a abertura de um processo para julgar os envolvidos na situação. As penalidades podem variar, abrangendo desde suspensões em um número determinado de partidas até afastamentos de função por um período específico, tudo dependendo da gravidade de cada infração. Até o presente momento, o STJD ainda não se pronunciou sobre a data em que o julgamento ocorrerá, mas a expectativa é alta por parte dos torcedores e da imprensa esportiva.
