Urgência pela Segurança e Representatividade Feminina
No último domingo (8), a vereadora Aladilce Souza, do PCdoB, foi uma das figuras proeminentes presentes na marcha que celebrou o Dia Internacional da Mulher, que ocorreu entre o Morro do Cristo e o Farol da Barra. A marcha teve como foco principal o combate ao feminicídio, uma realidade alarmante que resulta na morte de cerca de quatro mulheres diariamente no Brasil, com doze outras enfrentando diversas formas de violência a cada 24 horas. Completando seu quinto mandato na Câmara Municipal de Salvador e indicada para a suplência do Senado na chapa do governador Jerônimo Rodrigues, Aladilce enfatizou a importância de aumentar a presença feminina nos parlamentos e demais esferas de poder. Ela demonstrou otimismo com as próximas eleições.
“O combate ao feminicídio é uma questão urgente que só avançará com mais mulheres ocupando postos de decisão, uma vez que essa problemática afeta todas, independentemente da classe social ou cor”, afirmou Aladilce. Ela ainda destacou que Salvador é a cidade mais negra fora da África, apontando que mais de 62% das vítimas de feminicídio no Brasil são negras. “Infelizmente, nossa capital lidera o triste ranking de violência de gênero”, acrescentou.
Dados Alarmantes Sobre o Feminicídio na Bahia
Segundo dados oficiais, em 2025, a Bahia registrou um total de 103 casos de feminicídio, com Salvador apresentando 11 ocorrências, tornando-se uma das capitais mais perigosas para mulheres. No ano passado, foram feitos cerca de 4.500 pedidos de medidas protetivas na cidade.
“Essa realidade é uma tragédia que demanda uma resposta contundente através de políticas públicas eficazes e do envolvimento de homens que se posicionam ao nosso lado”, destacou Aladilce, ressaltando a relevância do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que foi lançado recentemente.
A Importância da Representação Feminina nas Políticas Públicas
A vereadora também comentou sobre como a inclusão de mulheres em cargos de decisão pode impactar positivamente as políticas públicas, priorizando áreas como saúde, educação e assistência social. “A relação das mulheres com o cuidado familiar traz uma perspectiva única e necessária para esses setores”, observou Aladilce. A presença feminina na política também é vista como um impulso para pautas significativas, como o combate ao machismo e à violência contra as mulheres, citando como exemplo a Lei Maria da Penha, que teve sua relatoria a cargo da deputada federal Jandira Feghalli (PCdoB/RJ).
“Neste ano, há uma mobilização crescente para promover a representação feminina nesses espaços, especialmente em virtude do aumento do feminicídio, e há a expectativa de avanço nas eleições de 2026”, afirmou. Para Aladilce, é fundamental que a sociedade, partidos e instituições públicas incentivem a participação das mulheres na esfera pública e que elas consigam romper com as limitações impostas pela visão de inferioridade em relação aos homens.
