Homenagens e legados de um defensor da mineração sustentável
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) anunciou neste domingo (18) o falecimento de Raul Jungmann, que atuava como diretor-presidente da entidade. O falecimento, ocorrido em Brasília, foi resultado de uma longa batalha contra o câncer de pâncreas. Em respeito ao desejo do próprio Jungmann, seu velório acontecerá em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
Nascido em Pernambuco, Raul Jungmann foi uma figura marcante na vida pública do Brasil, contribuindo com mais de cinquenta anos de serviço. Durante sua carreira, ocupou cargos significativos, incluindo mandatos como vereador e deputado federal. Sua experiência o levou a liderar quatro ministérios em diferentes governos, entre eles os de Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública, sob as administrações de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.
Desde 2022, Jungmann presidia o IBRAM, onde se dedicou a promover uma agenda voltada para a transformação e sustentabilidade do setor mineral. Ele visava uma mineração mais responsável e alinhada com as demandas ambientais atuais. A presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, destacou em nota que Raul Jungmann era um “homem público de estatura singular, defensor da democracia e comprometido com o interesse público”.
De acordo com Sanches, Jungmann liderou o instituto em um momento crucial, fortalecendo a entidade e favorecendo o setor mineral em uma fase marcada por diálogos produtivos, visão estratégica e integridade. Seu legado, sem dúvida, deixará marcas profundas na história da mineração brasileira.
