Modelo de Oferta Secundária para Privatização da Copasa
A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, conhecida como Copasa (CSMG3), será realizada através de um modelo de oferta secundária de ações, conforme anunciou o governo de Minas Gerais. Essa decisão foi divulgada na última quarta-feira e não incluirá tranche primária. A participação do governo no controle da Copasa chega a 50,03%, e os recursos obtidos com a venda das ações têm como objetivo principal o pagamento das dívidas do Estado com a União.
A proposta precisa ser aprovada em uma assembleia geral de acionistas da Copasa e permite que o governo mineiro venda até a totalidade de sua participação na companhia. Além disso, existe a possibilidade de um acordo entre o investidor estratégico e o Estado, o que garantirá ao governo alguns direitos de veto sobre determinadas decisões.
Importante ressaltar que a venda total das ações do Estado só acontecerá caso não haja interesse de investidores estratégicos. Caso algum investidor se manifeste, o governo poderá reter uma participação de 5% na empresa. Este investidor terá a oportunidade de adquirir até 30% do capital social da Copasa, podendo, inclusive, comprar mais ações durante o processo de oferta.
Em dezembro passado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, havia afirmado que a privatização da Copasa estava prevista para ocorrer até abril deste ano, com uma movimentação financeira estimada em pelo menos R$10 bilhões. O interesse por parte dos investidores, portanto, será crucial para determinar a forma como o governo procederá com a venda de suas ações.
