Investimento Inédito em Cultura Afro-Baiana
Em 2026, o Governo da Bahia promoveu a maior edição do Programa Ouro Negro, um marco na valorização da cultura afro-baiana durante o Carnaval. Com a colaboração das secretarias de Cultura (Secult-BA) e de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), o programa investiu surpreendentes R$17 milhões em apoio a 134 entidades de matriz africana. Deste total, 95 participaram ativamente das festividades carnavalescas em Salvador, garantindo a presença de blocos afro, afoxés e outras manifestações culturais que celebram a riqueza do legado negro.
O Ouro Negro, neste ano, além de reforçar a festividade em Salvador, também se estendeu a diversas festas populares e eventos em todo o estado da Bahia. Entre as celebrações contempladas estavam a tradicional lavagem do Bonfim, as festas em Santo Amaro e Itapuã, e ainda a famosa Micareta de Feira de Santana. O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, destacou que o fortalecimento do programa reafirma o papel central das expressões afro-baianas nas celebrações da cultura local.
Durante os seis dias de folia, os recursos destinados garantiram a continuidade de manifestações culturais que são a cara da Bahia. Grupos de samba, reggae e blocos de índio também foram beneficiados, promovendo uma rica tapeçaria cultural que homenageia a herança africana. A iniciativa do Governo da Bahia é um passo significativo não apenas para o Carnaval, mas para a valorização da cultura negra em todas as suas formas, criando um espaço de visibilidade e reconhecimento para essas expressões.
De acordo com especialistas, o investimento no Ouro Negro representa uma resposta às demandas históricas de reparação e valorização das culturas afro-brasileiras. Além de promover entretenimento, o programa é um instrumento de resistência e afirmação cultural, essencial para o fortalecimento da identidade afro-baiana. Bruno Monteiro enfatiza que o Carnaval é uma plataforma poderosa para a manifestação cultural e que a presença dos blocos afro e das comunidades tradicionais é fundamental para a preservação e promoção dessa rica diversidade.
O programa também se alinha a iniciativas nacionais e internacionais que buscam reconhecer e celebrar a diversidade cultural como um patrimônio que deve ser protegido e promovido. Através de ações como estas, a Bahia se posiciona como um polo de promoção da cultura afro, atraindo não só turistas, mas também valorizando e respeitando seus próprios cidadãos que fazem parte dessa história.
Assim, o Ouro Negro se estabelece como um exemplo de como o investimento em cultura pode gerar um impacto significativo, não apenas no Carnaval, mas no fortalecimento da identidade e da comunidade afro-baiana como um todo.
