Um Concerto para Todas as Gerações
Na noite desta sexta-feira (9), a Concha Acústica foi palco da terceira edição do “Osbrega – Concerto do Amor”, promovido pela Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba). Com um repertório que mescla clássicos do arrocha e da MPB, a apresentação, sob a regência do maestro Carlos Prazeres, encantou o público com uma nova roupagem das canções românticas que fazem parte da cultura brasileira.
A ideia do “Osbrega”, que começou há três anos, inicialmente não foi bem compreendida. “É tão bonito homenagear os cantores que falam sobre amor no nosso país, que muitas vezes são vistos de maneira preconceituosa. O que fazemos aqui é uma homenagem sincera e cheia de amor a esses artistas que conectam todas as gerações”, comentou o maestro Carlos Prazeres durante o evento.
Entre os sucessos interpretados, destacaram-se “Porque homem não chora”, de Pablo, “Infiel”, de Marília Mendonça, e “Frisson”, de Tunai, que fizeram o público cantar junto, em um verdadeiro espetáculo de emoções. O público, por sua vez, vibrou a plenos pulmões, especialmente com a famosa canção “Onde está o meu amor?”, trazendo uma energia contagiante para o local.
Participações Especiais e Emoção à Flor da Pele
Os cantores Guigga e Juliana Linhares foram os responsáveis por levar a plateia ao delírio, interpretando músicas que fazem parte do cotidiano dos brasileiros. “A música é imensa e múltipla. Ela nos faz expandir nossa visão e nos ensina a amar mais. Esse momento juntos, aqui, é muito precioso”, afirmou Juliana. O que se viu foi um público dividido entre dançar e cantar, todos se entregando ao ritmo característico do arrocha.
Entre os admiradores presentes, estava Lilian Barbuda, de 61 anos, que sempre traz a família para prestigiar os concertos da Osba. “Sou fã da orquestra desde jovem e não perco uma apresentação. É uma tradição familiar que se mantém”, contou ela. Seu sobrinho Benício, de apenas oito anos, já segue os passos da tia e também não deixa de comparecer aos eventos.
O repertório diversificado continuou com a transição de “Berghain”, de Rosalía, para “Cheia de Manias”, de Raça Negra. Uma participação especial da soprano Raquel Paulin trouxe ainda mais emoção ao concerto, mostrando a versatilidade da orquestra.
Saudade e Conexão com o Passado
A atmosfera romântica da noite foi completada com a presença de Ana Cristina Montalvo, de 66 anos, e Antônio Carlos de Jesus, de 72, que assistiram ao concerto com a familiaridade de quem já conhece bem as canções. “As músicas que a orquestra toca trazem recordações da minha adolescência. O que é considerado brega hoje, na época era apenas o que se ouvia”, lembrou Ana Cristina. Antônio Carlos complementou: “A Osba acertou em cheio com essa seleção. É o que ouvimos diariamente, e isso faz parte das nossas vidas”.
Assim, a noite na Concha Acústica se transformou em uma celebração das emoções e das memórias que a música é capaz de evocar. O sucesso do “Osbrega” reafirma a importância da música romântica na cultura brasileira, unindo diferentes gerações em torno do amor e da saudade.
