Iniciativa Transformadora
O Neojiba (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) se firmou como uma política pública essencial nas esferas da cultura, educação e desenvolvimento social, impactando a vida de mais de 42 mil jovens desde sua fundação em 2007. Esta proposta, que oferece formação musical gratuita, facilita o acesso à música de qualidade e cria novas oportunidades para crianças, adolescentes e jovens baianos, especialmente aqueles que vivem em condições de vulnerabilidade social.
Vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH) e gerido pelo Instituto de Desenvolvimento Social pela Música (IDSM), o programa combina diversas frentes pedagógicas, sociais e comunitárias, abrangendo diferentes regiões do estado. Ao todo, existem mais de 2.360 participantes diretos, com um impacto indireto que se estende a cerca de 6 mil pessoas, através de ações de apoio, formação e parcerias musicais.
Um Legado Musical
Desde sua criação, o Neojiba contabilizou 2.833 apresentações, alcançando uma audiência superior a 1 milhão de espectadores, tanto no Brasil quanto no exterior. O projeto também tem contribuído para a projeção internacional da Bahia, preparando jovens talentos para turnês em continentes como Europa e Ásia, incluindo a China.
Com uma estrutura que abrange 13 núcleos, o Neojiba inclui o Núcleo Central em Salvador, três Núcleos Territoriais (em Feira de Santana, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista) e nove Núcleos de Prática Musical (NPM), localizados em diversos bairros da capital, além de Simões Filho, Jequié e Lauro de Freitas. Essa iniciativa alia cultura e educação, promovendo cidadania e desenvolvimento social por meio do ensino colaborativo da música.
A Visão do Maestro
De acordo com o maestro Ricardo Castro, idealizador do Neojiba, o programa se consolidou em 2025 como uma política pública estratégica para o governo estadual, proporcionando resultados tangíveis tanto em termos de fortalecimento institucional quanto na visibilidade internacional da Bahia. Ele observa que as crianças e jovens estão se preparando para novas apresentações fora do país, ampliando o alcance cultural da iniciativa.
Felipe Freitas, titular da SJDH, ressalta que o programa evidencia como a cultura, quando tratada como uma política de Estado, se transforma em uma ferramenta poderosa para garantir direitos e promover justiça social, superando barreiras históricas e criando novas oportunidades para jovens músicos.
Orquestra 2 de Julho e Formação de Líderes
A Orquestra 2 de Julho, predecessora da Orquestra Juvenil da Bahia, é o principal núcleo formativo do Neojiba, composta por jovens com idade de até 27 anos. Essa orquestra já contabiliza mais de 373 apresentações e alcançou cerca de 514 mil pessoas, além de realizar nove turnês internacionais desde 2010, começando pela Europa.
Os membros da orquestra atuam também como multiplicadores de saberes, colaborando com estudantes dos Núcleos de Prática Musical e em projetos comunitários. O fagotista Guilherme Freitas, integrante da orquestra, compartilhou sua empolgação com a experiência da turnê europeia em 2025 e mencionou a programação de 2026, que inclui novas apresentações na China.
Rumos Futuros e Internacionalização
Para 2026, o maestro Ricardo Castro planeja expandir as ações de requalificação do Parque do Queimado, solidificando-o como um centro de formação, integração e cidadania. Novas etapas de internacionalização estão previstas, incluindo uma apresentação na Alte Oper de Frankfurt, na Alemanha, e uma turnê na China, em comemoração ao Ano Brasil–China, com patrocínio da BYD.
O Neojiba continua a se estabelecer como uma política pública que conecta cultura, educação e projeção internacional, ampliando as oportunidades para jovens músicos e reforçando a imagem da Bahia no cenário global.
