Expansão do Movimento Viva Água
O Movimento Viva Água, idealizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, tem demonstrado resultados significativos na segurança hídrica e em soluções baseadas na natureza (SBN) em estados como Paraná e Rio de Janeiro. Agora, a iniciativa se expande para outras áreas do Brasil, incluindo o Sistema Cantareira em São Paulo e a Bahia, regiões estratégicas para o abastecimento de água.
Com uma trajetória que já soma mais de duas décadas de trabalho focado na questão da água, o movimento originou-se do Projeto Oásis, implementado há 15 anos. Este projeto foi um precursor em pagamento por serviços ambientais (PSA) voltado para a conservação dos recursos hídricos.
A expansão mais recente do Viva Água começou em 2021, quando as atividades foram levadas para a Região Hidrográfica da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Nos últimos meses, o foco se voltou para áreas críticas de São Paulo e da Bahia, como as bacias dos Rios Joanes e Jacuípe, que são responsáveis por uma parte significativa do abastecimento de Salvador.
Até 2026, a Fundação Grupo Boticário prevê continuar esse processo de expansão. Com base em um mapeamento das bacias brasileiras que estão em maior risco hídrico, a iniciativa tem como objetivo abranger mais dois estados, priorizando sempre regiões metropolitanas.
Origem e Princípios do Projeto Água Viva
O Água Viva, que deu início às suas atividades em 2019, foi criado na Bacia do Rio Miringuava, situada em São José dos Pinhais (PR), onde está localizada a primeira fábrica do Grupo Boticário. O modelo adotado pelo projeto é colaborativo, reunindo agricultores, órgãos públicos, universidades, empresas e organizações locais para elaborar um planejamento conjunto até 2030, definindo prioridades e soluções eficazes.
“A partir dessas diretrizes, desenvolvemos protótipos de projetos que priorizam a agricultura sustentável, a restauração florestal, o turismo regenerativo e outras iniciativas que visam fortalecer a segurança hídrica nas regiões em questão”, explica Guilherme Karam, gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário.
Os projetos que emergem dessa colaboração são meticulosamente avaliados e financiados por um fundo filantrópico vinculado ao movimento, que conta com recursos da fundação e contribuições de parceiros do setor privado. “Os resultados já são visíveis. No Paraná, por exemplo, o Viva Água apoia a transição de áreas produtivas convencionais para práticas agrícolas mais sustentáveis, incentivando pequenos empreendedores rurais e promovendo a restauração de áreas essenciais. Até o momento, cerca de 90 hectares da Mata Atlântica já foram recuperados”, destaca Karam.
O progresso do Movimento Viva Água é um exemplo de como iniciativas integradas podem trazer soluções eficazes para os desafios hídricos do Brasil. Com a continuidade da expansão e a implementação de novas práticas sustentáveis, a expectativa é que mais regiões possam se beneficiar, garantindo a segurança hídrica e promovendo o desenvolvimento sustentável.
