A Nova Perspectiva da Dança no Espetáculo
O espetáculo “Eu Não Sou Só Eu em Mim”, parte da Maratona Cultural, é uma criação do grupo Cena 11 e oferece uma proposta provocativa ao refletir sobre a identidade do povo brasileiro. Baseando-se nas ideias do renomado antropólogo Darcy Ribeiro (1922–1997), a apresentação sugere uma desconstrução das hierarquias entre linguagem e comportamento, promovendo um olhar mais horizontal e inclusivo sobre a cultura nacional.
Na essência do grupo Cena 11, a dança é vista como um campo de conhecimento abrangente, onde se entrelaçam a gravidade, a força muscular, os ossos e as emoções dos intérpretes. Com essa visão, a dança se transforma em um ecossistema algorítmico, capaz de modular as complexas relações entre identidade, comportamento, linguagem e alteridade, transpondo essas dinâmicas para a vivência coreográfica.
Atenção ao Público: Avisos Importantes
É importante que o público esteja ciente de algumas características do espetáculo. Primeiro, a apresentação inclui sequências com flashes de luz que podem impactar espectadores fotossensíveis. Além disso, a trilha sonora apresenta um volume acima da média, o que pode afetar aqueles com sensibilidade auditiva. O espetáculo também contém nudez parcial, o que deve ser considerado antes da aquisição dos ingressos.
Concepção e Direção de um Time Talentoso
O espetáculo é concebido, dirigido e coreografado por Alejandro Ahmed, que assina também a criação, coreografia e performance, ao lado de outros talentosos artistas: Aline Blasius, Ana Clara Pocai, Bibi Vieira, DG Fabulloso, Diego de los Campos, Gal Freire, João Peralta, Karin Serafin, Malu Rabelo, Natascha Zacheo e Vitor Hamamoto. A operação de vídeo e som é compartilhada entre Ahmed, Diego de los Campos e João Peralta, enquanto a direção técnica fica a cargo do Grupo Cena 11, sob a assistência de Karin Serafin.
Complementando a experiência sensorial da apresentação, a trilha sonora inclui a peça “Variações sobre tema de Ligeti para piano”, interpretada por João Peralta, e a iluminação é gerida por Irani Apolinário. O figurino, idealizado por Karin Serafin, adiciona uma camada visual à narrativa coreográfica, que é enriquecida pela assistência de direção de movimento de Aline Blasius e pela produção sob a responsabilidade de Karin Serafin e Malu Rabelo.
Apoios e Reconhecimentos
O espetáculo conta com a colaboração de diversos profissionais e organizações, como EPEC – Capacitação e serviços para empreendedores criativos, que auxiliam na elaboração de projetos. O Jurerê Sports Center (JUSC) serve como sede e espaço para a preparação técnica do evento. O comitê teórico-prático, formado por Ana Maria Rabelo Gomes, Fabiana Dultra Britto, José Fernando Peixoto de Azevedo e Leonarda Glück, também contribui para o desenvolvimento do espetáculo.
As fotografias do evento são registradas por João Peralta e Karin Serafin, enquanto a tradução dos textos é realizada por Marcos Morgado. A difusão nacional do espetáculo é feita por Gabi Gonçalves, da iniciativa Corpo Rastreado, que visa levar essa proposta inovadora a um público mais amplo.
Detalhes Logísticos e Informações de Ingressos
A classificação indicativa do espetáculo é de 16 anos. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados diretamente na bilheteria do Teatro, com duas horas de antecedência em relação ao início da sessão. Cada pessoa pode retirar apenas um ingresso. É fundamental que os espectadores estejam atentos às orientações fornecidas pelo Teatro Ademir Rosa, que destaca que a responsabilidade pela distribuição dos ingressos é da produção do evento.
