Expectativas para a Chapa Majoritária
O ano de 2026 já começou com intensas movimentações políticas na Bahia. Na manhã desta segunda-feira (5), o senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou que o conselho político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) ainda não definiu a composição da chapa majoritária para as próximas eleições, que ocorrerão em outubro. A declaração reflete um clima de incerteza acerca da estratégia do partido em relação às alianças e candidaturas.
A principal dúvida que permeia os debates entre os aliados é a possibilidade de manter a chamada chapa “puro-sangue”, que consiste apenas em candidatos do PT. Atualmente, há especulações sobre a candidatura de Jaques Wagner e do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para ocupar as duas vagas ao Senado, o que poderia prejudicar o senador Angelo Coronel (PSD), que busca a reeleição dentro da base aliada.
Coesão do Grupo e Relações Partidárias
Apesar das tensões entre os partidos, Wagner se mostrou otimista quanto à unidade do grupo. Em entrevista à Rádio Continental, de Serrinha, ele declarou: “Estamos discutindo a chapa para 2026 na Bahia. Acredito que o grupo não se dividirá. Essa é uma característica que muito me orgulha. Tenho fé de que chegaremos a um consenso”.
Nos bastidores, a recente nomeação de Otto Alencar Filho para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) é interpretada como uma manobra para pacificar as relações com o PSD, que é essencial para a sustentação do governo de Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa.
Análise do Cenário Nacional
Ao falar sobre a situação política do Brasil, Wagner também fez uma avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último ano. Embora reconheça a complexidade das relações no Congresso, ele ressaltou que os avanços sociais e econômicos devem ser considerados como importantes impulsionadores para a próxima campanha eleitoral.
Expectativas sobre Políticas Públicas
Wagner também destacou os resultados das políticas públicas implementadas em seus três anos de governo, indicando um avanço significativo em programas sociais que impactam diretamente a economia. “Estou otimista. O trabalho realizado gera resultados que transformam a vida das pessoas”, afirmou.
Crítica à Intervenção na Venezuela
Um ponto crítico da entrevista foi a contundente crítica do senador à recente invasão dos Estados Unidos à Venezuela e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro. Para Wagner, essa ação militar representa um retrocesso alarmante para a democracia na América Latina.
Ele finalizou com um alerta sobre a importância da estabilidade na região: “Um país não deve se tornar uma ameaça para outro. Não podemos ficar como meros espectadores, pois o que se passa hoje na Venezuela pode acontecer em qualquer parte da América Latina. O caminho para a democracia é o diálogo”.
