Intervenção dos EUA e a Realidade da Venezuela
O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), que ocupa a vice-liderança da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, manifestou sua satisfação diante da recente intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro. Ele descreveu o regime de Maduro como autoritário e responsável pelo colapso econômico e pela repressão política que afligem a população venezuelana.
“A população da Venezuela sofre há anos devido à ditadura de Maduro, que causou destruição econômica, fome, miséria e perseguição a opositores. Agora, finalmente, o povo venezuelano poderá começar uma nova história”, afirmou Sanches durante seu pronunciamento.
O deputado também lembrou que Maduro nunca conseguiu um mandato legítimo, devido a fraudes eleitorais amplamente denunciadas pela comunidade internacional, como a ocorrida nas últimas eleições em 2024. “Ele se mantém no poder fraudando processos eleitorais. A Venezuela é um exemplo claro de como uma Constituição pode ser manipulada para sustentar uma ditadura”, destacou.
Um Novo Ciclo Democrático?
Alan Sanches acredita que a prisão de Maduro abre caminho para uma nova fase democrática na Venezuela. “Agradeço a Deus pela retirada desse monstro do poder e espero que inicie um novo capítulo para o povo venezuelano, repleto de democracia e dignidade”, completou o deputado.
Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, também se manifestou sobre o tema, chamando a prisão de Maduro de um marco simbólico na luta pela reafirmação dos valores democráticos na América Latina. “Não se trata de um ataque à soberania de um país, mas sim uma resposta a um regime que minou o Estado Democrático de Direito na Venezuela”, afirmou.
Correia ressaltou que a verdadeira violação da soberania venezuelana foi interna, resultante da imposição de um governante que sobrepôs sua vontade sobre as instituições e o povo. Ele criticou a supressão de eleições livres e a perseguição a opositores, qualificando a situação na Venezuela como um alerta sobre como regimes autoritários podem corroer a democracia.
As Implicações das Ações Internacionais
Em sua análise, o deputado destacou que a retórica de que ações contra ditaduras são ataques aos povos latino-americanos inverte a realidade. “As ditaduras não representam seus povos, mas sim o interesse de um grupo que busca perpetuar seu poder”, observou o líder da oposição.
Tiago Correia enfatizou que o sofrimento do povo venezuelano, refletido no êxodo em massa e na pobreza estrutural, é resultado direto do modelo autoritário vigente. “Esse arranjo político não se restringe às fronteiras da Venezuela, mas se insere em um contexto mais abrangente que busca enfraquecer instituições democráticas na América do Sul”, argumentou.
Solidariedade e Críticas ao Imperialismo
Enquanto isso, o deputado Hilton Coelho (PSOL) expressou sua solidariedade ao povo venezuelano, qualificando a intervenção dos EUA como um “ataque imperialista”. Ele acredita que o que acontece na Venezuela é parte de uma nova ofensiva na América Latina, que pode ameaçar a segurança de todas as democracias na região.
“A Venezuela não é um laboratório para a guerra imperialista. A autodeterminação dos povos é um valor fundamental do direito internacional”, ressalta Coelho, que pede transparência e provas concretas sobre a situação política venezuelana, incluindo a integridade de Maduro e de sua esposa, Cilia Adela Gavidia Flores de Maduro.
O deputado finalizou afirmando que o governo brasileiro deve adotar uma postura proativa em defesa da Venezuela e de seu direito à autodeterminação. “Defender a soberania da Venezuela é, antes de tudo, defender o direito dos povos de decidir seu próprio destino. Nenhuma agressão será normalizada; a história já mostrou que impérios não duram para sempre”, concluiu Hilton Coelho.
