Encontro para Fortalecer a Cultura Baiana
O fortalecimento do forró como símbolo dos festejos juninos e da rica identidade cultural da Bahia foi o foco de uma importante reunião, realizada na tarde da última quinta-feira (12), na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador. O presidente da UPB, Wilson Cardoso, recebeu o secretário de Cultura do estado, Bruno Monteiro, e a diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Sara Prado, para debater iniciativas que busquem destacar a presença do forró como a principal marca das festas de São João em todos os municípios.
Wilson Cardoso enfatizou a relevância da colaboração entre os municípios para o fortalecimento da cultura regional. “Estamos no caminho certo. A união é que realmente faz a diferença. Estamos combinando ações com um único objetivo que é a valorização da nossa cultura”, destacou ele durante o encontro.
Fortalecendo a Identidade Cultural
A importância do diálogo, segundo o secretário de Cultura Bruno Monteiro, é fundamental para a valorização do forró como uma expressão significativa da cultura identitária baiana. “Estamos tratando de uma pauta que nos é muito cara, que é a valorização da nossa cultura raiz e identitária, que é o forró nos festejos juninos. Parabenizo Wilson e a UPB por estarem criando um consenso muito importante para a valorização do forró”, ressaltou Monteiro.
A Campanha São João Sem Milhão
Buscando preservar a cultura dos festejos juninos sem comprometer os recursos financeiros das prefeituras, a UPB lançou a campanha São João Sem Milhão. Esta iniciativa surgiu em resposta ao aumento significativo nos cachês exigidos por bandas e artistas que se apresentam nas festas locais. A campanha já conta com o apoio do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) e do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE).
A UPB reafirma o compromisso dos prefeitos e prefeitas em evitar gastos excessivos, de modo a garantir que serviços essenciais como saúde, educação e limpeza urbana não sejam prejudicados. Entre as propostas apresentadas pelos gestores, destaca-se a limitação de cachês em até R$ 700 mil por apresentação, além de reajustes que não ultrapassem a inflação, considerando o valor cobrado pelo artista no ano anterior. Essa estratégia busca equilibrar a realização dos festejos sem causar danos às finanças municipais e, ao mesmo tempo, valorizar a cultura do forró.
