Uma Celebração da Cultura Indígena
Inicia-se nesta sexta-feira (6), em Coroa Vermelha, município de Santa Cruz Cabrália, o I Festival do Artesanato Baiano Indígena e da Economia Solidária (FABI).Esse evento, que se estenderá até domingo (8), promete uma imersão na rica cultura indígena, reunindo artesanato, feiras de economia solidária, rodas de conversa, cozinha show, desfiles de moda e apresentações musicais. Coroa Vermelha é um dos locais mais simbólicos para os povos indígenas do Extremo Sul da Bahia.
Entre as atrações confirmadas estão artistas de destaque como Xamã, Pierre Onassis e Grandão Vaqueiro, além de diversos nomes locais e apresentações tradicionais. O principal objetivo do festival é fortalecer o diálogo entre a tradição e a geração de renda, reafirmando o artesanato indígena como uma valiosa expressão cultural e econômica.
Compromisso com a Cultura e Sustentabilidade
Segundo Augusto Vasconcelos, secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, o evento amplia as políticas públicas voltadas aos povos indígenas. “O FABI reafirma o compromisso do Governo da Bahia com o fortalecimento do artesanato indígena e da economia solidária como políticas públicas estratégicas. Estamos falando de geração de trabalho e renda, mas também de reconhecimento do saber ancestral e da autonomia dos povos indígenas”, ressaltou.
Weslen Moreira, coordenador de Fomento ao Artesanato da Bahia, também enfatizou a importância do festival. “O FABI é um instrumento de valorização do artesanato ancestral dos povos indígenas da Bahia, construído de forma coletiva, em um território de resistência. Promover visibilidade, geração de renda e fortalecer a economia solidária é fundamental”, afirmou.
Uma Oportunidade de Aprendizado e Conexão
Durante os três dias de festividades, visitantes poderão se aprofundar na cultura e no modo de vida indígena. Além das feiras e apresentações, o evento contará com oficinas e atividades voltadas para o aprendizado das técnicas artesanais. Essa é uma excelente oportunidade para o público entender melhor a riqueza cultural e histórica que os povos indígenas oferecem à sociedade.
A promoção do artesanato indígena vai além do aspecto econômico; trata-se de um reconhecimento do valor cultural que esses saberes ancestrais trazem para a comunidade. O festival, portanto, não só proporciona um espaço para a venda de produtos, mas também para o diálogo e a troca de conhecimentos entre os participantes.
Em um momento em que a valorização da cultura local é fundamental, iniciativas como o FABI se tornam essenciais para o fortalecimento da identidade cultural e econômica dos povos indígenas da Bahia. O festival se apresenta como um símbolo de resistência e uma celebração da herança cultural que merece ser reconhecida e respeitada.
