Uma Mostra que Celebra a Ancestralidade e o protagonismo feminino
A Biblioteca Central da Bahia está em festa com a abertura da exposição fotográfica “Matriarcas do Tempo”, que estará acessível ao público até o dia 27 de maio. Com um acervo que retrata memórias, sorrisos e histórias de mulheres idosas, a mostra destaca a força, sabedoria e o afeto que essas matriarcas trazem ao longo da vida. Essa iniciativa não apenas enaltece o papel das mulheres na sociedade, mas também oferece uma reflexão profunda sobre o envelhecimento digno, transformando experiências pessoais em arte.
O projeto é fruto da criatividade coletiva de Regina Célia Rocha, Rita Prata e Joaquim Assis, todos membros da Associação do Grupo da Terceira Idade Eterna Juventude. A colaboração envolve ainda a parceria com a Mulheres na Feira Ltda e o Ateliê Rita Prata, criando uma rede de apoio e valorização da cultura local.
Foco em Arte e Ancestralidade
Leia também: Luto na Cultura Baiana: A Partida de Mãe Delesy
Leia também: Geraldinho Destaca o Papel do Esporte na Inclusão Social Durante o Sudesb Folia 2024
A exposição não se limita a exibir fotografias; ela promove rodas de conversa que incentivam discussões sobre ancestralidade, saúde, longevidade e os direitos dos idosos, ampliando o diálogo sobre pertencimento cultural. Essas interações são fundamentais para a construção de um espaço onde as vozes dessas mulheres possam ser ouvidas e respeitadas.
O Grupo Eterna Juventude é ativo em eventos culturais de grande relevância em Salvador, incluindo o tradicional cortejo do 2 de Julho, que simboliza a luta pela Independência da Bahia. A escolha da imagem da Cabocla como símbolo deste projeto é uma maneira poderosa de representar a força feminina e a ancestralidade, ressaltando o papel crucial das mulheres na formação da identidade cultural da Bahia.
Programação da 2ª Roda de Conversa
Leia também: AACRRI: Referência em Inclusão Social e Sustentabilidade no Carnaval de Itabuna
Leia também: Câmara Aprova Medida Provisória do Programa Gás do Povo: Um Marco na Inclusão Social
No dia 4 de maio, a abertura da exposição foi marcada por uma roda de conversa. No próximo dia 20 de maio, das 14h às 17h, acontecerá a segunda roda de conversa com o tema “Entre Cicatrizes e Vitórias”. Este evento reunirá especialistas, representantes institucionais e líderes sociais para discutir tópicos relacionados ao envelhecimento, saúde e direitos da pessoa idosa.
Entre os palestrantes confirmados está Joaquim Assis, que abordará a importância da arte e da cultura na valorização dos idosos. A médica oncologista Dra. Tâmara falará sobre cuidados pós-cirúrgicos, enquanto a psicóloga Fabíola Pereira discutirá o papel das redes de apoio familiares. Além disso, Sueli Oliveira, da Secretaria de Direitos Humanos, trará reflexões sobre o direito à informação e autonomia. A deputada estadual Olívia Santana foi convidada para discutir a participação ativa dos idosos em conselhos municipais e estaduais, e o encontro incluirá um espaço para perguntas e um coffee break para promover a interação entre os participantes.
Vale a Pena Refletir Sobre a Importância das Parcerias
A Fundação Pedro Calmon (FPC), através deste projeto, fortalece ações que buscam valorizar a cultura e promover a inclusão social e os direitos humanos. Segundo Regina Célia Rocha, a idealizadora da exposição, as parcerias foram cruciais para a realização deste sonho: “O trabalho conjunto é indispensável para a concretização de iniciativas como essa. O grande e sábio provérbio africano diz: ‘Quer ir rápido, vá sozinho. Quer ir mais longe, vá acompanhado’”.
Alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
O projeto “Matriarcas do Tempo” também se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), contribuindo para ações ligadas à Saúde e Bem-Estar (ODS 3), Igualdade de Gênero (ODS 5), Redução das Desigualdades (ODS 10) e Cidades Sustentáveis (ODS 11). Essa iniciativa reafirma o valor da arte e da cultura como instrumentos essenciais de inclusão e reconhecimento social, além de preservar identidades coletivas.
