Exposição em Salvador apresenta um panorama da arte nacional
A exposição ‘Uma História da Arte Brasileira’ está em cartaz no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), em Salvador, com entrada gratuita de terça a domingo, das 10h às 18h, até 28 de junho de 2026. A mostra traz cerca de 80 obras do acervo do MAM Rio, oferecendo um panorama da produção artística no Brasil entre os séculos 20 e 21.
Os destaques da exposição incluem fotografias de Mario Cravo Neto, datadas de 1988, e de Evandro Teixeira, de 1968, ambos artistas renomados na cena fotográfica nacional. A exposição foi inicialmente concebida para a Cúpula do G20, que ocorreu em novembro de 2024, no Rio de Janeiro, antes de ser aberta ao público em Salvador.
A iniciativa faz parte de um programa de itinerância em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que levará o acervo a diversas capitais brasileiras, passando anteriormente pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.
Mario Cravo Neto e Evandro Teixeira: influências da fotografia baiana
As obras de Mario Cravo Neto exploram temas como a natureza, a cultura afro-brasileira e a religiosidade, com um foco especial em registros do candomblé. Por sua vez, Evandro Teixeira é amplamente reconhecido por sua atuação na fotografia jornalística, com registros impactantes do Golpe Militar de 1964 e de manifestações políticas e culturais que marcaram a história do Brasil.
A inclusão desses dois fotógrafos na mostra reforça a relevância da produção baiana no contexto da arte nacional. Suas imagens fazem parte de um conjunto curatorial que propõe uma leitura tanto histórica quanto estética da arte brasileira, buscando destacar as transformações sociais, políticas e culturais que ocorreram ao longo do tempo.
Uma curadoria que envolve gerações e estilos artísticos
Além de Mario Cravo Neto e Evandro Teixeira, a exposição conta com obras de grandes nomes da arte brasileira, como Anita Malfatti, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Tomie Ohtake, Hélio Oiticica e Adriana Varejão. O acervo abrange desde o modernismo até produções contemporâneas, criando um diálogo rico entre diferentes estilos e períodos.
A curadoria, realizada por Raquel Barreto e Pablo Lafuente, organiza a mostra de forma cronológica, evidenciando as continuidades e rupturas presentes na produção artística do Brasil. Essa abordagem permite uma compreensão mais aprofundada das diversas influências que moldaram a arte nacional ao longo dos anos.
Itinerância: democratizando o acesso à arte
De acordo com a organização da exposição, um dos objetivos da itinerância é ampliar o acesso ao acervo do MAM Rio, além de promover o diálogo entre instituições culturais em distintas regiões do país. Esse processo é fundamental para garantir que mais pessoas possam ter contato com obras representativas da arte brasileira.
A diretoria do MAM Rio destaca a importância da itinerância, que possibilita a circulação de obras importantes entre novos públicos, contribuindo para ações de formação cultural e democratização do acesso à arte. Além disso, o projeto reforça a colaboração entre instituições, conectando o MAM Rio ao MAM-BA em uma iniciativa conjunta de difusão artística.
