Evento Reúne Velejadores e Comunidade em uma Celebração Cultural
O I Encontro Náutico-Cultural do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, realizado na Enseada de Caboto, em Candeias, atraiu um público diversificado no último fim de semana. A programação, que se encerrou na tarde deste domingo (22), incluiu atividades culturais, passeios de saveiro e uma feira gastronômica e de artesanato, destacando a primeira regata que contou com a participação de mais de 60 embarcações. O evento foi um verdadeiro espetáculo à beira da Baía de Todos os Santos, promovendo uma experiência rica em cultura e lazer.
No sábado (21), a regata foi a grande atração do dia, reunindo velejadores de várias idades, do mais jovem com apenas 9 anos ao experiente Fred Cardoso, de 80 anos, que foi homenageado como o velejador mais antigo em atividade na Bahia. Os competidores disputaram em nove categorias diferentes, sendo premiados os três melhores em cada uma delas, criando uma atmosfera de camaradagem e celebração entre os participantes.
Durante a cerimônia de premiação, o secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, enfatizou a relevância do evento para a integração do Museu com a comunidade e o reconhecimento das potencialidades locais. “A participação de velejadores e saveiristas representa o simbolismo de ter este espaço cultural aberto e dinâmico, promovendo a união entre cultura, lazer e esporte”, declarou Monteiro.
Passeios Culturais e Lançamento de Site Aumentam Acessibilidade
Além da regata, o público pôde aproveitar passeios gratuitos a bordo do saveiro Sombra da Lua, uma embarcação centenária tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os passeios ocorreram a cada 40 minutos, proporcionando uma experiência de cerca de 30 minutos de navegação pela enseada.
Na programação deste domingo, o Museu lançou um novo site, que amplia o acesso ao acervo e às informações institucionais. A plataforma conta com recursos como tour virtual, audioguia multilíngue, Libras e audiodescrição, facilitando a inclusão de diferentes públicos. O projeto foi viabilizado pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc, com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia e do Ministério da Cultura. A data também abrigou uma oficina gratuita sobre acessibilidade cultural, conduzida pela especialista Sandra Rosa.
Exposições que Celebram a Memória e a Identidade Cultural
O I Encontro Náutico-Cultural ainda trouxe à tona outros projetos importantes do Museu do Recôncavo, como a exposição “Arandu – Caminhar com a Própria Sombra”, da artista Luiza Nery. Esta mostra, resultado do projeto Marafo – Ecos do Engenho, apresentou obras em cerâmica que exploram a memória, ancestralidade e pertencimento. A instalação interativa propõe um diálogo entre tradições locais e a criação contemporânea, sublinhando a resistência cultural afro-indígena brasileira.
“Exploramos o simbolismo do Marafo de Exu como um ato de resistência ao engenho de açúcar, assim como a figura dos mestres ceramistas que representam a resistência histórica e cultural da região, criando obras que ressignificam espaços historicamente colonizados”, explicou Nery. Durante o evento, o público teve a oportunidade de participar de oficinas de cerâmica, enriquecendo ainda mais a vivência cultural.
Programação Continua com Atividades para Todas as Idades
As atividades do I Encontro Náutico-Cultural se estenderam até as 16h30 deste domingo, com uma programação que incluiu teatro de fantoches e aulões de dança, encerrando esse rico evento. Realizado pela Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), em colaboração com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e a Secretaria de Turismo (Setur-BA), o evento contou com o apoio da Trevo Produções e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), reafirmando o compromisso de promover a cultura local através de iniciativas inovadoras e inclusivas.
