Deputado Estadual Denuncia Perigos de Transformar Educação em Mercadoria
O deputado estadual Angelo Almeida, do PSD, manifestou sua insatisfação em relação ao encontro entre o ex-prefeito de Salvador e atual pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, e o secretário de Educação de São Paulo, Renato Feder. Almeida não hesitou em classificar essa reunião como uma “venda disfarçada” da educação pública na Bahia.
Em um vídeo que ganhou destaque nas redes sociais, ACM Neto é visto ao lado de Feder, que também teve um papel relevante na educação do Paraná e possui forte ligação com o setor empresarial. Para Almeida, o que se vê nesse registro é uma apresentação de uma abordagem que vê a educação como um produto e a escola como um negócio. “Não é uma visita institucional. É uma proposta que redefine a educação como mercadoria”, destacou.
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O deputado enfatizou que a lógica defendida por ACM Neto e Renato Feder ignora um princípio fundamental: a distinção entre o interesse público e o privado. Ele advertiu que a combinação desses interesses pode resultar em consequências desastrosas para os que mais necessitam. “Educação pública não deve ser tratada como mercadoria. Não se trata de um ativo financeiro, mas de um direito constitucional”, ressaltou.
Almeida também trouxe à tona os efeitos desse modelo em Salvador, afirmando que a cidade já está colhendo os frutos amargos dessa abordagem. Durante a gestão de ACM Neto, o programa Pé na Escola disponibilizou mais de R$ 800 milhões a instituições privadas, ao mesmo tempo em que diversas escolas públicas foram fechadas. O deputado citou como exemplo a escola do Rio Sena, que encerrou suas atividades enquanto o número de vagas em instituições privadas aumentava.
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Além disso, o deputado apontou as investigações em andamento pelo Ministério Público Federal, que apuram possíveis irregularidades no uso de recursos destinados à educação e desvios de finalidade nas políticas públicas. Segundo Almeida, a situação revela uma contradição preocupante. “Esse modelo já fracassou aqui. E agora, querem apresentá-lo como solução para toda a Bahia”, concluiu.
