Impacto da Economia Criativa em Salvador
Salvador abriga 1.607 empresas da economia criativa, representando cerca de 35% das companhias desse segmento em toda a Bahia. Este dado é resultado do Mapeamento da Economia da Cultura e indústrias criativas de Salvador, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) em parceria com a Fundação Itaú, na sede da secretaria, localizada no Comércio. O estudo revela que o setor gera aproximadamente 115 mil empregos, o que equivale a 8% do total de vagas formais na cidade durante o período analisado.
Participação Social e Investimentos Crescentes
Um aspecto relevante identificado pelo levantamento é a expressiva presença de trabalhadores negros, que compõem 75% dos profissionais atuantes na economia criativa local — percentual bastante superior à média nacional, que é de 44%. Além disso, Salvador investiu um valor recorde de R$ 167 milhões em 2024 para fomentar a cultura e as indústrias criativas, sinalizando o compromisso do município em fortalecer o setor.
Dados que Orientam Políticas Públicas
Alexandre Reis, secretário da Secult, destaca que a consolidação dessas informações oferece uma visão clara sobre a realidade da economia criativa na capital baiana. Segundo ele, “Salvador mantém um ecossistema robusto de economia criativa, cultura e turismo. Com a profissionalização dos dados e a parceria com a Fundação Itaú, podemos desenvolver políticas públicas mais precisas e eficazes, alinhadas às necessidades locais”.
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Parceria para Desenvolvimento Sustentável
Carla Chiamarelli, gerente do Observatório da Fundação Itaú, reforça o papel dos dados qualificados para aproximar as ações governamentais da realidade do setor. “Com base nos resultados do mapeamento, as políticas públicas podem ser formuladas a partir de informações concretas, contextualizadas e alinhadas ao desenvolvimento socioeconômico e ambiental”, afirmou.
Potencial de Crescimento para Salvador
O estudo ainda evidencia que a economia criativa possui grande potencial para expandir sua participação no desenvolvimento da cidade. Carla complementa que “esse segmento é promissor e vem ganhando força no Brasil, na Bahia e especialmente em Salvador. A capital baiana tem uma larga margem para evoluir e consolidar sua posição neste mercado”.
