Explicações sobre a Escalação e Estratégia do Vasco
No último jogo, Diniz optou por escalar sua formação mais forte, enfatizando a importância do confronto. “O planejamento foi para um jogo significativo. Colocamos o time mais forte para garantir a vitória. É uma equipe que está fisicamente apta para jogar hoje e contra o Bahia”, afirmou. Ele também observou que, se os confrontos estivessem definidos com antecedência, a abordagem poderia ter sido diferente. Contudo, para o cenário atual, esta foi a estratégia mais acertada. O foco, segundo Diniz, foi a vitória, destacando que o resultado positivo era crucial. “Contra a Chapecoense, fizemos uma das melhores exibições aqui no Vasco, mas não conseguimos vencer. Hoje, o campo não estava em boas condições, mas a equipe se adaptou rapidamente e fez o necessário para triunfar”, explicou o treinador.
O treinador ainda negou que a escalação expusesse os jogadores a riscos de lesões. “Cuidamos sempre da parte física. No ano passado, mexemos pouco na equipe, realizamos jogos consecutivos e tivemos pouquíssimas lesões. Não considero que os jogadores estejam vulneráveis a lesões por conta do jogo de hoje. Eles estão preparados”, ressaltou.
Importância da Vitória e Planejamento Futuro
Diniz enfatizou que a vitória era essencial não apenas pelo ambiente mais favorável que isso cria, mas também pelo respeito ao campeonato. “Terminamos em segundo, vamos jogar em São Januário. É necessário focar no futuro e considerar a parte física. Vou observar como os jogadores se recuperam amanhã e na terça-feira para definir a melhor estratégia de escalação”, afirmou. Ele ainda lembrou que os jogadores estão acostumados a atuar em sequência e a treinar em ritmo intenso, o que os torna aptos para o próximo jogo.
Sobre o desempenho dos atletas, o treinador destacou o papel de Coutinho. “Ele joga onde é mais útil ao time em momentos específicos. Conseguimos pressionar bastante a Chapecoense, o que favoreceu sua proximidade com o gol. Sempre que possível, quero que ele esteja perto da área adversária”, disse Diniz. Ao mesmo tempo, ressaltou a necessidade de melhorias, afirmando que o número de chances perdidas por ele não pode se repetir. “Ele é um artilheiro, e as oportunidades que não aproveitou foram inesperadas. Não é comum para ele perder esses gols”, pontuou.
A Pressão da Torcida e a Importância do Ambiente
Diniz também abordou a pressão da torcida e da mídia sobre os jogadores. “É importante que tenhamos calma. A reação da torcida e o que a imprensa escreve podem criar um clima negativo sem necessidade. O trabalho da imprensa é relevante, pois os jogadores precisam de coragem e personalidade. Mas não devemos criar um ambiente hostil apenas para entreter ou gerar conteúdo”, alertou.
O treinador reconheceu que a situação de Brenner, que fez um gol e perdeu um pênalti, é um exemplo de como a pressão pode afetar os atletas. “Ele é um jogador com grande potencial, mas a pressão excessiva pode prejudicar sua carreira. Precisamos olhar para o jogador como uma pessoa, e a torcida deve apoiar”, disse.
Expectativas para o Futuro e Novas Contratações
Quanto ao planejamento da equipe, Diniz assegurou que não houve alterações significativas após a última partida. Ele expressou satisfação com o retorno de Paulo Henrique e destacou seu potencial. “É um privilégio ter dois jogadores de seleção, um uruguaio e um brasileiro”, frisou.
Sobre a contratação de Saldivia, o treinador comentou que ele já era uma expectativa sua desde o tempo em que estava no Fluminense. “Acompanhei muitos jogos dele no Colo Colo, é um jogador forte e rápido, com boa liderança. Tenho grandes esperanças de que ele se encaixe bem no time”, finalizou Diniz.
