Expectativas para os Clássicos Ba-Vis
O programa Segue o BAba, transmitido nesta segunda-feira, traz uma discussão aprofundada sobre a preparação de Bahia e Vitória para os importantes clássicos que se aproximam. O Bahia, maior campeão do Campeonato Baiano e em busca do seu 52º título, enfrenta um momento complicado. A recente eliminação na Libertadores para o O’Higgins deixou a torcida desmotivada. Entretanto, o Tricolor apresenta um desempenho notável na temporada, com 11 vitórias, três empates e apenas uma derrota, resultando em um aproveitamento de 80% até o momento.
Por outro lado, o Vitória segue a sua busca pelo 31º título estadual com uma torcida que, apesar de mais tranquila, ainda sente a pressão. O Rubro-Negro perdeu o primeiro clássico da temporada de 2026 e também não vence o Bahia na Arena Fonte Nova desde fevereiro de 2020, acumulando uma sequência de nove partidas sem triunfo. No decorrer do ano, o Vitória registrou cinco vitórias, quatro empates e três derrotas, gerando um aproveitamento de 53%.
A Pressão sobre os Times
O Bahia chega ao clássico com a responsabilidade nas costas, especialmente em função dos acontecimentos da última semana. A insatisfação da torcida é evidente, e um resultado que não seja a vitória pode não ser aceito. Rafael Teles, comentarista do programa, ressalta que, mesmo jogando em casa e sendo considerado um time superior, os clássicos são sempre disputados e podem reservar surpresas.
Por sua vez, Rainan Peralva aponta a dificuldade do Vitória em se destacar frente a adversários teoricamente inferiores no Campeonato Baiano. Para ele, o Bahia possui um time mais forte e isso pode influenciar diretamente no espetáculo. Apesar de acreditar que o nível técnico do clássico pode ser modesto, a vontade dos jogadores deve ser um fator preponderante.
Críticas à Gestão do Vitória
Rafael Teles também não poupou críticas à postura do técnico Fábio Mota, que, segundo ele, focou mais na imagem diante da torcida do Vitória do que em estratégias efetivas para o time. Na visão do comentarista, Mota deveria ter aproveitado a primeira rodada do Baiano para preparar a equipe para a relevância desse clássico. Além disso, Teles menciona a recente partida em casa do Vitória, que ocorreu sob a presença de torcida única, e aponta que o treinador não fez esforços para promover a volta dos torcedores mistas em um momento tão importante.
Com a rivalidade acirrada e a pressão nas alturas, os próximos encontros entre Bahia e Vitória prometem ser eletrizantes. A expectativa é de que, mesmo com as críticas e a pressão, os clubes tragam um espetáculo digno da tradição baiana. Fiquemos atentos às próximas partidas, pois, em um clássico, tudo pode acontecer.
