Perspectivas para o Futuro do Consumo
A varejista Casas Bahia aposta suas fichas em 2026, acreditando que este ano pode trazer uma melhora significativa no consumo. Entre os fatores que podem impulsionar essa mudança estão a Copa do Mundo, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e a expectativa de queda nas taxas de juros. Apesar de ter finalizado recentemente a reestruturação de sua dívida, o grupo optou por não abrir novas lojas neste ano, preferindo observar a direção da economia antes de tomar novas decisões. Enquanto isso, a empresa tem se esforçado em outras áreas, como a parceria estabelecida com o Mercado Livre em novembro, que em apenas 30 dias fez das Casas Bahia o maior vendedor na plataforma do gigante do comércio eletrônico.
Após as recentes renegociações, o grupo atraiu a atenção de vários fundos long only, que buscam investimentos de longo prazo, durante um evento realizado pelo Bradesco BBI em Nova York. “O Mercado Livre foi transformacional para o grupo”, afirmou o CEO Franklin, enfatizando que o quarto trimestre deve trazer resultados que começam a indicar uma tendência de melhora no comércio eletrônico.
Desafios e Estratégias para o Crescimento
Embora o CEO evite mencionar prazos específicos, ele destaca a importância de avançar em dois pontos cruciais: a margem Ebitda, que encerrou o terceiro trimestre em 8,5%, deve ser elevada para dois dígitos, e a redução da carteira de risco sacado – uma modalidade de financiamento que envolve a antecipação de recebíveis – que atualmente gira em torno de R$ 3 bilhões e possui altos custos. Para garantir os estoques e financiar fornecedores, essa linha deve ser reduzida a R$ 1 bilhão.
O executivo argumenta que a estratégia deve envolver maior financiamento a fornecedores, mas com recursos próprios, o que poderá proporcionar maior estabilidade financeira.
Venda de Ativos e Melhora nas Condições de Negociação
Além das iniciativas mencionadas, o grupo possui ativos que estão sendo avaliados para venda, totalizando cerca de R$ 1 bilhão no terceiro trimestre. Entre esses ativos, já foi realizada a venda de uma participação em uma financeira com o Itaú, que resultou em R$ 266 milhões. Esse valor será utilizado para o pagamento de dívidas.
Franklin informa que ainda existem imóveis e outros ativos, incluindo créditos fiscais, que podem ser monetizados. Anteriormente, quando a situação financeira era mais crítica, o grupo não conseguiu encontrar preços satisfatórios para esses ativos. Agora, com uma condição financeira mais confortável, as oportunidades de negociação se tornam mais viáveis. “Devemos avançar na monetização de alguns desses ativos”, conclui.
Esta informação foi divulgada pela Broadcast+ no dia 08/01/2026, às 16:37.
