Encontro Formativo da SecultBA Foca na Segurança e Inclusão durante o Carnaval
Com o Carnaval 2026 se aproximando, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) realizou, na manhã desta quarta-feira (11), um Encontro Geral para cerca de 450 profissionais envolvidos na organização da festa. O evento ocorreu no Largo Tereza Batista e teve como temas centrais a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher, o respeito à diversidade sexual e o combate ao racismo, além de outras formas de discriminação.
A atividade teve a presença de equipes e coordenações que participarão da operação do Carnaval, que neste ano contará com mais de 180 atrações sem corda, dentro da campanha “Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria”. O evento foi aberto pelo Secretário de Cultura, Bruno Monteiro, com a presença da Secretária de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore, e da Secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães.
A grandiosidade da festa demanda um esforço significativo por parte da SecultBA para garantir que tudo ocorra com segurança. Luciene Gonçalves dos Santos, conhecida como Negona, está prestes a viver seu 11º Carnaval e, apesar da experiência, diz sentir aquele “frio na barriga” que acompanha as estreias. “A sensação é de primeira vez. É uma experiência única, vamos que vamos”, comentou ela, que fará parte da Central de Monitoramento 24h da festa no Pelourinho.
Outra servidora com experiência no evento é Silvia dos Santos Ferreira, que participará pela terceira vez, desta vez atuando no Programa Ouro Negro no circuito Batatinha. “Estou feliz por estar de volta e nosso objetivo é fazer um Carnaval excelente, com muita alegria e sabedoria”, destacou, cheia de entusiasmo. Por outro lado, Ayana Santos Leite, que vem diretamente de Serrinha e está vivenciando o Carnaval no Pelourinho pela primeira vez, expressou sua satisfação com o acolhimento em Salvador. “Estou prestando atenção em tudo neste encontro formativo, que aborda questões essenciais”, afirmou.
O encontro foi um espaço para apresentar os setores que viabilizam a folia, além de alinhar procedimentos e responsabilidades. O evento também teve como foco a promoção de um Carnaval livre de violências e discriminações. Essa iniciativa atende uma recomendação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), reforçando ações para prevenir e combater diversas formas de violência em grandes eventos, incluindo violência contra a mulher, violência sexual, LGBTfobia e racismo. Durante as atividades, foram fornecidas orientações sobre acolhimento e como acionar os órgãos competentes, destacando a responsabilidade individual de cada trabalhador na promoção de um ambiente seguro para foliões e profissionais.
Bruno Monteiro, Secretário Estadual de Cultura, ressaltou a relevância do Programa Ouro Negro e do Carnaval no Pelourinho como pilares da SecultBA para 2026. “É essencial termos esse diálogo para reconhecermos o espaço onde atuamos. O Pelourinho é um lugar sagrado para nós, e a relação construída com respeito e diálogo é fundamental”, enfatizou.
Neusa Cadore, Secretária de Políticas para as Mulheres, frisou a necessidade de proteger e acolher as pessoas, especialmente mulheres, em espaços públicos. “Durante o Carnaval, 97% das mulheres relatam desrespeito nas ruas. É nossa responsabilidade, como governo e cidadãos, cuidar de quem está na festa. Que todos se unam para garantir a alegria e bem-estar”, afirmou.
A Secretária Ângela Guimarães lembrou que o racismo é crime e não deve ser tolerado. “O Carnaval no Pelourinho é um espaço de inclusão e diversidade. Precisamos estar alertas para que não haja nenhum tipo de discriminação”, ressaltou. A SEPROMI (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais) disponibilizará sete postos de atendimento durante o evento, ressaltando o compromisso em acolher as denúncias de violência e discriminação.
Cabe destacar que as ações para o Carnaval 2026 são resultado de uma integração entre mais de 40 órgãos estaduais, com o objetivo de proporcionar uma festa democrática, segura e inclusiva. Serão mais de 180 atrações sem corda, além de 150 no Carnaval do Pelô e 250 horas de música. O evento também apoiará 95 blocos de matriz africana, incluindo afros, afoxés, samba, reggae e blocos de índios, através do Programa Ouro Negro.
