Destaque Internacional do Cinema Brasileiro
O cinema brasileiro está prestes a brilhar na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, também conhecido como Berlinale 2026. Dois filmes estão na disputa pelo cobiçado Urso de Ouro, o principal prêmio do evento. As obras “Rosebush Pruning”, dirigida por Karim Aïnouz, e “Josephine”, a cargo de Beth de Araújo, foram escolhidas entre 22 produções para a competição oficial, conforme anunciado na última terça-feira.
Mesmo sendo dirigidos por cineastas brasileiros, ambos os longas-metragens são coproduções internacionais, o que ressalta a crescente presença de realizadores do Brasil no cenário global do cinema. No total, o Brasil contará com a participação de dez filmes na Berlinale 2026, superando as cinco obras que foram apresentadas em 2024. Esta seleção é uma prova da consolidação do audiovisual brasileiro em um dos festivais mais reconhecidos do mundo.
Filmes em Competição
“Rosebush Pruning”, de Karim Aïnouz, é uma coprodução entre Itália, Alemanha, Espanha e Reino Unido. O filme aborda, sob uma ótica satírica, as contradições da família tradicional nos dias atuais. Aïnouz retorna à Berlinale mais de dez anos após sua última participação, ampliando sua trajetória em festivais internacionais.
Por outro lado, “Josephine”, dirigido por Beth de Araújo, filha de pai brasileiro e mãe sino-americana, narra a história de uma criança que enfrenta a violência. Este longa também traz uma narrativa que toca em temas sociais e humanos, contribuindo para a rica diversidade de histórias que o cinema brasileiro tem a oferecer.
Exibições Adicionais e Novidades
Além dos filmes em competição oficial, outras seis produções exclusivamente brasileiras também estarão na programação do festival. Entre elas estão “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai; “Feito Pipa”, de Allan Deberton; “Floresta do Fim do Mundo”, de Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa; “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, de Janaína Marques; “Papaya”, de Priscilla Kellen; e “Se eu fosse vivo…vivia”, de André Novais Oliveira.
O filme “Feito Pipa”, que conta com Lázaro Ramos no elenco, fará sua estreia mundial em Berlim. Já “Se eu fosse vivo…vivia” terá a presença da renomada escritora Conceição Evaristo e será exibido na seção Panorama, que é uma das mais importantes do festival.
Coparticipações e Trajetórias Notáveis
Além das produções brasileiras, quatro títulos com coparticipação do Brasil também foram selecionados para a Berlinale: “Isabel”, de Gabe Klinger; “Narciso”, de Marcelo Martinessi; “Nosso Segredo”, de Grace Passô; e “Quatro Meninas”, de Karen Suzane. Essa diversidade de filmes reafirma a força do Brasil nas produções cinematográficas internacionais.
Karim Aïnouz, conhecido por seu trabalho no circuitos de festivais, retorna à Berlinale após ter competido anteriormente com “Praia do Futuro”, em 2014. O diretor ganhou reconhecimento global ao conquistar o prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannes, com “A Vida Invisível”. Em entrevista, Aïnouz comentou sobre a importância do festival em sua carreira e a relevância de estar novamente na competição oficial após tantos anos.
A Berlinale e a História do Cinema Brasileiro
O Festival de Berlim, que apresentará 22 produções de 28 países, é um evento reconhecido por sua postura política e pelo fomento a novos talentos. O cinema brasileiro já brilhou em edições anteriores, conquistando o Urso de Ouro com “Central do Brasil” em 1998 e “Tropa de Elite” em 2008. Em 2025, a produção nacional “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, trouxe para casa o Urso de Prata, aumentando a visibilidade das produções brasileiras no cenário global.
